Calouras de universidade do Sul de Minas t麥 vdeos com perguntas ntimas expostos na web

Por BHAZ Publicada em 10/07/2018 灣 13:10:31
Foto: Reprodu鈬o

A Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas) abriu um processo administrativo, nesta semana, para apurar quem são os responsáveis por divulgar, nas redes sociais, vídeos em que calouras aparecem respondendo perguntas íntimas. As gravações começaram a circular nos últimos dias e mostram as jovens do campus em Alfenas, no Sul de Minas, falando sobre sexo, uso de drogas e ingestão de bebidas alcoólicas. Elas teriam feito as imagens voluntariamente.

Nos vídeos, as jovens dizem os nomes delas, as idades e respondem se “pegariam” algum veterano. Também contam sobre as últimas vezes em que passaram mal por beber, além de citar se fazem sexo ou não. Até mesmo as posições sexuais favoritas delas são questionadas.

Apesar de terem gravados os vídeos por vontade própria, a exposição das jovens na web tem sido duramente criticada. O fato abre discussões sobre os limites dos chamados trotes – práticas pelas quais novos alunos são recebidos nas instituições com brincadeiras e atividades preparadas por estudantes mais antigos, os veteranos. Por vezes, as ações podem ser humilhantes e, em casos mais graves, chegam a se configurar até como lesão corporal e morte.

Um dos casos mais emblemáticos de trote violento no Brasil ocorreu em 1999 na Universidade de São Paulo (USP), quando o calouro Edison Chi Hsueh foi encontrado morto no fundo da piscina da instituição. Ele teria sido obrigado a entrar na água mesmo sem saber nadar. Quatro estudantes foram acusados pela morte do rapaz, mas foram inocentados por falta de provas.

Diversas instituições de ensino no país passaram a proibir os trotes depois que casos de violência começaram a surgir junto às comunidades acadêmicas. Entre elas está a UFMG, que proibiu qualquer trote por meio de uma resolução criada ainda em 2014. 

O que diz a Unifenas
Em nota, a Unifenas informa que repudia qualquer prática ofensiva ou humilhante de recepção aos novos alunos. Diz ainda que já tomou conhecimento dos vídeos e que instaurou um processo administrativo para apurar os responsáveis, que devem ser penalizados respeitando os princípios de defesa.