Minas Gerais

Ex-presidente da Vale, 10 funcionários e 5 empregados da Tüv Sud são indiciados por homicídio doloso

Foto: Reprodução

Quase um ano após a tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 11 funcionários da Vale e cinco empregados da companhia alemã Tüv Sud foram denunciados nesta terça-feira (21) por homicídio doloso qualificado e crimes ambientais pelo Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil. 

As duas empresas também foram denunciadas pelos mesmos crimes e, caso a Justiça acolha a denúncia, passam a ser rés.

O desastre deixou 259 pessoas mortas e 11 desaparecidas. Mesmo assim, o relatório final das investigações culpa as companhias e os investigados por 270 mortes.

Para os promotores do Ministério Público, as duas companhias devem responder por homicídio doloso, ou seja, com a intenção de matar, pois tentaram esconder de acionistas, sociedade e Poder Público, a real condição de segurança das barragens mantidas pela mineradora.

“Com o apoio da Tüv Sud, a Vale operava uma caixa-preta com o objetivo de manter uma falsa imagem de segurança da empresa de mineração, que buscava, a qualquer custo, evitar impactos a sua reputação”, diz a denúncia.

Crimes ambientais

Além de 270 imputações por homicídio, as empresas e cada um dos investigados foram denunciados por três diferentes crimes ambientais: contra a fauna, a flora e o crime de poluição.

O órgão encaminhou à Justiça pedidos cautelares de prisão do gerente-geral da Tüv Süd alemã, Chris-Peter Meier. Isso porque, mesmo procurado, ele não se dispôs a contribuir com as investigações. 

A investigação mostrou ainda que, ao menos desde 2017, a Barragem I do Córrego do Feijão já apresentava situação crítica para riscos geotécnicos. 

Em 2018, outras anormalidades seguiram se agravando e piorando a situação de emergência. 

O rompimento da estrutura ocasionou o vazamento de aproximadamente 9,7 milhões de metros milhões de rejeito.

 

Da mineradora Vale, foram denunciados os seguintes empregados:


1. Fábio Schvartsman, diretor-presidente da companhia;

2. Silmar Magalhães Silva, diretor do Corredor Sudeste;

3. Lúcio Flávio Gallon Cavalli; diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão;

4. Joaquim Pedro de Toledo, gerente-executivo de Planejamento, Programação e Gestão do Corredor Sudeste;

5. Alexandre de Paula Campanha, gerente-executivo de Governança, Geotecnia e Fechamento de Mina;

6. Renzo Albieri Guimarães de Carvalho, gerente operacional de Geotecnia do Corredor Sudeste;

7. Marlene Christina Oliveira Lopes de Assis Araùjo, gerente de Gestão de Estruturas Geotécnicas;

8. César Augusto Paulino Grandchamp, especialista técnico em Geotecnia do Corresor Sudeste;

9. Cristina Heloiza da Silva Malheiros, engenheira sênior na Gerência de Geotecnia Operacional;

10. Washington Pirete da Silva, engenheiro especialista da Gerência Executiva de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina;

11. Felipe Figueiredo Rocha, engenheiro civil que atuava na Gerência de Gestão de Estruturas Geotécnicas.

 

Da companhia Tüv Sud, foram cinco colaboradores denunciados:


1. Chris-Peter Méier, gerente-geral da empresa;

2. Arsênio Negro Júnior, consultor técnico;

3. André Jum Yassuda, consultor técnico;

4. Maroto Namba, coordenador; 

5. Marlísio Oliveira Cecílio Júnior, especialista técnico

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