Pará de Minas

Mais de 170 casos prováveis de dengue são registrados em Pará de Minas em uma semana; veja as cidades do Centro-Oeste de MG

Foto: Reprodução

Pará de Minas voltou a registrar crescimento no número de casos prováveis de dengue em uma semana. No Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado nesta terça-feira (24), a cidade registrou mais 178 notificações. Veja mais números de dengue, chikungunya e zika nos municípios do Centro-Oeste.

Na última semana, a cidade aparecia com 1.235 casos prováveis de dengue. Nesta terça, Pará de Minas está com 1.413 notificações da doença. Formiga também apresentou aumento nos casos em uma semana, passando de 744 para 851 casos, um acréscimo de 107 casos. Em 2020, Minas Gerais registrou 35.639 casos prováveis de dengue até o momento.

Veja abaixo os números da dengue nas cidades do Centro-Oeste.

Casos de dengue na região em 2020

Cidade Casos
Aguanil 11
Araújos 26
Arcos 8
Bambuí 5
Bom Despacho 433
Campo Belo 1.489
Cana Verde 15
Candeias 29
Carmo da Mata 84
Carmo do Cajuru 6
Carmópolis de Minas 3
Cláudio 14
Conceição do Pará 5
Córrego Danta 1
Cristais 24
Divinópolis 164
Dores do Indaiá 5
Formiga 851
Igaratinga 27
Iguatama 21
Itaguara 3
Itapecerica 4
Itatiaiuçu 3
Itaúna 18
Japaraíba 4
Lagoa da Prata 91
Leandro Ferreira 12
Luz 12
Martinho Campos 36
Moema 1
Nova Serrana 179
Oliveira 11
Onça de Pitangui 4
Pains 15
Pará de Minas 1.413
Pedra do Indaiá 2
Perdigão 132
Pimenta 9
Piracema 2
Pitangui 11
Santana do Jacaré 8
Santo Antônio do Amparo 13
Santo Antônio do Monte 230
São Gonçalo do Pará 26
São José da Varginha 218
São Sebastião do Oeste 12

Fonte: SES-MG

 

Óbitos

 

Nesta terça, Bom Despacho e Divinópolis continuam com mortes por dengue em investigação. A diretora da Vigilância em Saúde de Divinópolis, Janice Soares, confirmou que duas mortes por dengue são investigadas na cidade.

Ela explicou que as vítimas são uma criança de 8 anos que morreu no dia 1º de março, e uma mulher de 34 anos, que faleceu no dia 24 de fevereiro. A diretora informou que as amostras de sangue foram colhidas e enviadas para análise da Fundação Ezequiel Dias (Funed) em Belo Horizonte.

Além de Divinópolis, Bom Despacho também tem uma morte pela doença em investigação. Em fevereiro, a Prefeitura de Bom Despacho informou que uma idosa de 85 anos estava com pneumonia em estado grave. Foi apurado que, em seguida, ela também contraiu dengue e morreu.

Quanto aos óbitos no estado este ano, dois óbitos por dengeue foram confirmados nos municípios de Medina e Carneirinho e 17 óbitos permanecem em investigação.

 

Taxa de incidência

 

Sete cidades da região apresentaram a taxa de incidência muito alta de dengue. São elas: São José da Varginha, Perdigão, Formiga, Pará de Minas, Bom Despacho, Carmo da Mata e Santo Antônio do Monte.

A taxa de incidência considera não apenas o número absoluto de casos prováveis (entre suspeitos e sob investigação), mas também a proporcionalidade dos casos em relação ao tamanho da população de um determinado município.

Veja abaixo as cidades da região e as taxas de incidências.

Taxa de incidência

Cidade Situação Casos
São José da Varginha Muito alta 68
Pará de Minas Muito alta 679
Formiga Muito alta 517
Perdigão Muito alta 99
Santo Antônio do Monte Muito alta 138
Bom Despacho Muito alta 294
Carmo da Mata Muito alta 65

Fonte: SES-MG

Dengue com sinais de alarme e grave

No boletim desta terça-feira, as seguintes cidades da região apresentaram dengue com sinais de alarme: Bom Despacho (1), Carmo da Mata (2), Divinópolis (3), Formiga (1), Oliveira (1), Pará de Minas (1), Santo Antônio do Monte (2) e São Gonçalo do Pará (2).

Já em São José da Varginha, há um caso de dengue grave.Veja abaixo as diferenças entre dengue grave e dengue com sinais de alarme.

 

As diferenças entre dengue com sinais de alarme e dengue grave

 

A SES-MG explicou, através de nota, que as nomenclaturas seguem a conceituação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Diante disso, os casos foram classificados como dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.

Confira abaixo a nota da pasta na íntegra explicando as nomenclaturas.

Sendo assim, de acordo com definição da OMS, um caso suspeito de dengue com sinais de alarme é todo caso de dengue que, no período de defervescência da febre (declínio da febre), apresenta um ou mais dos seguintes sinais de alarme:

 

  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor a palpação do abdômen;
  • Vômitos persistentes;
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico);
  • Sangramento de mucosas;
  • Letargia ou irritabilidade;
  • Hipotensão postural (lipotímia);
  • Hepatomegalia maior do que 2 cm;
  • Aumento progressivo do hematócrito.

 

Já um caso suspeito de dengue grave é todo caso de dengue que apresenta um ou mais dos seguintes resultados:

 

  • Choque devido ao extravasamento grave de plasma evidenciado por taquicardia, extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior a três segundos, pulso débil ou indetectável, pressão diferencial convergente ≤ 20 mm Hg; hipotensão arterial em fase tardia, acumulação de líquidos com insuficiência respiratória;
  • Sangramento grave, segundo a avaliação do médico (exemplos: hematêmese, melena, metrorragia volumosa, sangramento do sistema nervoso central);
  • Comprometimento grave de órgãos tais como: dano hepático importante (AST o ALT>1000), sistema nervoso central (alteração da consciência), coração (miocardite) ou outros órgãos.

 

 

Chikungunya

 

No boletim da SES-MG desta terça, as cidades do Centro-Oeste aparecem com casos prováveis de chikungunya. São elas: Bom Despacho (1), Campo Belo (2), Divinópolis (2), Igarantinga (1), Itaguara (2), Itapecerica (1), Itaúna (1), Lagoa da Prata (1), Nova Serrana (1), Pará de Minas (3), Perdigão (2), Santana do Jacaré (2) e Santo Antônio do Monte (2).

No estado, foram registrados em 2020, até o momento, 646 casos notificados. Uma morte está em investigação no município de Campo Belo.

 

Zika

 

Segundo o boletim, as seguintes cidades da região apresentam casos prováveis de zika: Aguanil (2), Itaguara (1), Itaúna (1), Nova Serrana (1), Pará de Minas (5) e Santo Antônio do Monte (3). Somente este ano no estado, foram registrados 244 casos prováveis, sendo 26 em gestantes.

As cidades que têm casos prováveis de grávidas com zika são: Antônio Dias (1), Belo Horizonte (2), Caetanópolis (1), Felixlândia (1), Governador Valadares (1), Ituiutaba (5), Joaíma (1), Juatuba (1), Mirabela (1) Palmópolis (1), Pará de Minas (1), Resplendor (1), Sabará (1), São Geraldo do Baixio (1), Sarzedo (1), Tocantins (1), Ubá (1), Uberaba (1) e Uberlândia (1).

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