Uma das grandes preocupações com a Covid-19 é em relação ao número de leitos para atender os pacientes infectados, principalmente os de UTI.

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Duas unidades do Rio de Janeiro - CER Leblon e Hospital Federal de Bonsucesso - já não têm leitos disponíveis para tratamento.

No RJ, a previsão de pesquisadores de Harvard é que o sistema entre em colapso antes da entrega dos hospitais de campanha. Só o Governo do Estado vai oferecer 1.410 leitos de enfermaria, ou seja, de baixa complexidade, e 590 leitos de UTI.

Confira a situação nas unidades de saúde do RJ:

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No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, que é referência no tratamento do coronavírus da prefeitura do Rio, são 160 leitos, sendo 50 de UTI. Do total, 151 já estão ocupados.

No Hospital Municipal Jesus, que tem UTI pediátrica, dos 10 leitos existentes, 2 estão ocupados.

Na CER Leblon, não há vagas, já que os 10 leitos disponíveis já têm doentes.

Já no estado do Rio, são 548 leitos. Nas enfermarias, a taxa de ocupado é de 61,9%, enquanto que nas UTIs, chega a 72,3%.

No Hospital Federal de Bonsucesso, que pertence à União, todos os 23 leitos estão ocupados. Outros 147 leitos previstos para a unidade aguardam a contratação de profissionais de saúde, no fim de abril.

 

Motorista não conseguiu leito

 

Em meio à situação, pacientes com sintomas da Covid-19 aguardam por transferências para unidades com atendimento especializado. Foi o caso do motorista autônomo Sebastião de Azevedo Marques, de 61 anos, que morreu esperando por um leito de tratamento exclusivo para coronavírus.

Sebastião deu entrada com sintomas da doença no dia 5 de abril em uma Unidade de Pronto Atendimento no bairro Botafogo, em Nova Iguaçu, e chegou a ser entubado. Como o quadro de saúde se agravava, o idoso esperava por uma transferência, mas não resistiu.