O segurança preso em flagrante após uma mulher morrer atingida por um tiro durante uma briga dentro de um supermercado de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, pagou fiança para deixar a cadeia, segundo o advogado dele.

📲 Siga a página do Tapiraímg TV no Instagram

O valor de R$ 10 mil foi pago na quarta-feira (29), de acordo com o advogado João Teixeira.

Até as 11h desta quinta-feira (29) o alvará de soltura não havia sido recebido pela Polícia Civil, afirmou o delegado Tiago Wladyka, e o segurança permanecia preso.

 

Continua após a publicidade

A briga

 

O caso aconteceu na terça-feira (28). A funcionária Sandra Ribeiro, de 45 anos, morreu vítima de um disparo que aconteceu durante uma briga entre o segurança Wilhan Soares e o empresário Danir Garbossa.

Segundo os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a confusão começou após Danir se recusar a usar uma máscara ao entrar no estabelecimento.

As máscaras passaram a ser obrigatórias por decreto municipal um dia depois do caso. Na data do ocorrido, havia uma recomendação do uso, segundo a Prefeitura de Araucária.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram que o cliente agrediu um funcionário do mercado e depois se envolveu em uma luta corporal com o segurança.

Danir e a funcionária foram atingidos por disparos durante a briga.

O segurança e o cliente foram presos em flagrante.

 

Investigação

 

Segundo o delegado Tiago Wladyka, o segurança afirmou ao ser detido que efetuou apenas um disparo, em legítima defesa, contra o empresário.

O segurança foi autuado em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo o delegado, a reação em legítima defesa foi desproporcional.

O empresário que se recusou a usar a máscara foi autuado por perturbação a organização de trabalho, duas lesões corporais e violação a determinação do poder público pra evitar doenças contagiosas.

Wladyka afirmou que a polícia investiga a responsabilidade do empresário no disparo que acertou Sandra, e que ele pode ser indicado por homicídio ao final do inquérito.

Segundo o delegado, a arma estava regular, mas a Polícia Civil aguarda uma resposta da Polícia Federal sobre a permissão do uso da arma de fogo dentro do supermercado pelo vigilante.

 

Pedido para responder em liberdade

 

A defesa do empresário Danir Garbossa pediu para que ele responda pelos crimes em liberdade.

No pedido feito à Justiça, a defesa dele afirma que o empresário corre risco por causa da pandemia do coronavírus.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), no entanto, se manifestou contra o pedido e requisitou a prisão preventiva do cliente que se recusou a colocar a máscara.

 

O que dizem os citados

 

Em nota, o advogado Ygor Salmen, responsável pela defesa do empresário Danir Garbossa, lamentou profundamente o ocorrido, informou que seu cliente encontra-se à disposição da autoridade policial e que Danir "vai responder por todos os crimes praticados, no entanto, na medida de sua culpabilidade".

O advogado de Wilhan Soares preferiu não se pronunciar.