A pandemia do novo coronavírus avançava rapidamente nesta terça-feira (14), quando surgiu uma nova esperança para o desenvolvimento de uma vacina, após o anúncio da empresa americana de biotecnologia Moderna de que seu imunizante entrará na fase final de testes em humanos em duas semanas.
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Antecipando uma possível solução, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informou à tarde que trabalha para garantir o acesso subsidiado a uma futura vacina a países vulneráveis da América Latina.
A Moderna é o primeiro laboratório a atingir a fase final dos testes em humanos com uma vacina anti-Covid-19, que começará em 27 de julho nos Estados Unidos, com 30 mil participantes. Metade deles receberá a vacina em doses de 100 microgramas, e a outra metade, um placebo. Os testes vão durar até 27 de outubro de 2022.
A notícia chega quando a pandemia totaliza pelo menos 576.185 mortes e mais de 13,2 milhões de infecções em todo o mundo desde que o novo coronavírus foi detectado na China, no final de dezembro, segundo um balanço da AFP.
Os números são particularmente preocupantes na América Latina, com 3,4 milhões de casos de Covid-19 e que se tornou a segunda região mais afetada do mundo depois da Europa, com 146.735 mortes.
Diante de um panorama cada vez mais complexo na região e com as economias em declínio, a Opas “está em coordenação com outros parceiros para garantir que os países mais vulneráveis da região receberá a vacina contra a Covid-19 de forma subsidiada e com preços acessíveis”, disse sua diretora, Carissa Etienne, em entrevista coletiva nesta terça-feira, especificando que isso pode ser articulado graças a um fundo de cooperação.
Etienne alertou que os países devem se preparar agora para alcançar populações vulneráveis. “Caso contrário, pode levar anos para as pessoas serem vacinadas, e não podemos arcar com esse atraso”, afirmou.
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