O incêndio no Parque Nacional da Serra da Canastra, na região de São Roque de Minas, chega ao 6º dia, nesta quinta-feira (20). De acordo com o Corpo de Bombeiros, as equipes trabalham neste momento, fazendo o combate e monitoramento de uma linha de fogo concentrada na região conhecida por "Zé Carlinhos”.
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Ainda segundo os Bombeiros, foram mobilizadas 16 equipes de combate com 3 componentes cada, entre bombeiros militares e brigadistas. Os militares e os brigadistas do parque e de outras três unidades de conservação do país combatem as chamas desde sábado (15). Para o chefe do Parque, Carlos Henrique Bernardes, o incêndio pode ter sido provocado intencionalmente e de forma criminosa.
Nesta quarta-feira (19) os militares informaram que 21 mil hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol, já haviam sido consumidos pelo fogo. A corporação explicou que o cálculo foi feito com base em lançamento dos pontos de calor e delimitação da área, e deve ser confirmado por satélite.
O comandante das operações na Canastra e capitão dos bombeiros, Augusto Pereira, disse nesta quarta que foram realizados dois sobrevoos na região e mais focos de incêndio foram encontrados. Os pontos seguem sendo monitorados e em um deles não foi possível enviar equipes por conta da dificuldade do terreno.
"Foi identificado um foco na região conhecida como Jacó e Vão dos Cândidos, onde foi empenhada uma equipe por meio de transporte aéreo. Dentre as observações feitas, também foram empenhadas equipe na região conhecida como Gurita", disse o comandante.
"As equipes que foram lançadas nos locais conhecidos como Alto da Cachoeira Maria da Concebida e Jacó, realizaram o combate de forma efetiva combinada com apoio das aeronaves air tractor, com lançamento de água para contenção do incêndio. Foi feita uma avaliação bastante positiva da atuação das equipes, ficando esses locais com focos restritos que devem ser extintos de forma natural devido ao período noturno com temperaturas amenas, ou que serão totalmente extintos no período da manhã pelo combate das equipes empenhadas", completou o capitão.
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Equipes mapeiam áreas de atuação para combate do fogo no Parque da Canastra — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
No local conhecido como Gurita foi feito um monitoramento ao longo do dia com lançamento de algumas equipes, mas devido às condições do terreno não foi possível fazer o combate e nem houve condições de voo para lançamento de água das aeronaves air tractor.
"Segue ainda esse ponto como principal foco de atenção e que receberá atenção na manhã desta quinta-feira (20)", pontuou.
Equipe de combate
Mais de 70 pessoas atuam no combate ao incêndio que atinge o Parque Nacional da Serra da Canastra. A equipe conta com o apoio de brigadistas dos Parques Nacionais da Serra do Cipó, Serra dos Órgãos e do Caparaó, além do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF/MG).
Para conter as chamas, a equipe tem trabalhado com abafadores, bombas costais, facões, foices, sopradores e pinga-fogo, enquanto a aeronave air tractor, além de realizar o traslado das equipes, também tem realizado combate aéreo, lançando água nas linhas de fogo. As principais frentes de incêndio identificadas em um sobrevoo foram nas regiões do Jacó, Serra do Cemitério, Zagaia e Vão dos Cândidos.
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Bombeiros estimam cerca de 21 mil hectares de área queimada até o momento na Serra da Canastra — Foto: Corpo de Bombeuros/Divulgação
Ainda segundo o comandante, 21 militares estão em campo na linha de frente do combate dos focos. Outras equipes, aguardam no local e serão empenhadas conforme se fizer necessário.
"A situação no parque, no atual momento, é considerada estável, carecendo ainda do combate destes focos que foram identificados em ações de monitoramento. Os efeitos foram minimizados devido às ações preventivas das equipes do parque e ao manejo integrado do fogo que foi realizado em data prévia. Isso permitiu uma minimização dos incêndios nesta época", completou.
De acordo com os militares, um drone também sobrevoou a área na noite desta terça-feira para monitoramento dos pontos quentes e planejamento das operações do dia seguinte.
Os bombeiros informaram que as frentes de trabalho denominadas Jacó e Vão dos Cândidos são o principal foco de combate às chamas. O objetivo é que o incêndio não ultrapasse um riacho e se estenda para outra área o que, na avaliação dos militares, "seria quase incontrolável".
Incêndio
O incêndio atinge o Parque Nacional Serra da Canastra, na região de São Roque de Minas, desde sábado (15). Segundo o chefe do local, Carlos Henrique Bernardes, o incêndio pode ter sido provocado intencionalmente e de forma criminosa. No entanto, o fato ainda será investigado.
Por conta da pandemia de Covid-19, o Parque Nacional da Serra da Canastra segue fechado e sem acesso permitido desde março. Os militares do Corpo de Bombeiros do Estado chegaram à Serra da Canastra nesta terça-feira (18).
Os militares montaram um posto de comando na Portaria II do Parque Nacional, que fica no Distrito de São João Batista da Canastra, onde começaram as chamas.
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Fogo ainda não foi contido na Serra da Canastra — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Início das chamas
Para Carlos Henrique, o fogo pode ter sido colocado na região intencionalmente, pois o mesmo teve início no meio da unidade e não em propriedades privadas adjacentes.
"Suspeitamos que alguém deliberadamente entrou no parque fechado e colocou fogo intencionalmente", afirmou.
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Chefe do parque suspeita de incêndio criminoso — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Área atingida
O fogo começou na portaria II do parque, que fica no Distrito São João Batista da Canastra, na região do Chapadão da Canastra. As chamas já alcançaram o Chapadão da Babilônia. Nenhuma das áreas estão próximas à nascente histórica do Rio São Francisco, ou mesmo à cachoeira Casca D'Anta.
As chamas também não ameaçam comunidades locais e não há pousadas na região onde as chamas se alastram, de acordo com Carlos Henrique. .
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Incêndio está sendo mapeado pelos bombeiros e brigadistas na Serra da Canastra — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
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