Minas Gerais

Tio é preso suspeito de dopar e estuprar da sobrinha de 12 anos em MG

Foto: Reprodução

Um homem de 50 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente da sobrinha dele, de apenas 12 anos de idade. Segundo informado nesta segunda-feira (07) pela Polícia Civil, o crime ocorreu em São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte. O exame de corpo de delito constatou conjunção carnal com ruptura de hímen.

Segundo a delegada Nicole Perim, o caso veio à tona após uma denúncia de um familiar da criança. “A tia materna começou a reparar a mudança de comportamento da criança. Disse que a menina ficava muito triste, deitada o tempo todo e começou a emagrecer demais”, explica Nicole.

“A vítima foi levada ao médico, que sugeriu o encaminhamento para uma psicóloga. Durante uma das sessões, a menina relatou que o tio estava abusando sexualmente dela”, explica.

Suspeitas que a vítima era dopada

A delegada ainda afirma que há suspeitas de que a vítima teria sido dopada pelo autor para facilitar os abusos. “Ainda no atendimento psicológico, a criança disse que acreditava que o tio colocava alguma coisa na bebida dela, porque, segundo relatos, ele dava água ou alguma bebida para ela, que ficava muito grogue, começava a sentir a penetração, tentava evitar e não conseguia, e depois disso ela dormia”, detalha.

A vítima e a irmã gêmea moram com a avó, de 85 anos, desde quando eram bebês, já que os pais são dependentes químicos. Na casa também morava o autor dos crimes.

“A avó relata que o tio sempre foi muito agressivo dentro de casa, que é viciado em álcool e drogas, tanto que ela [a avó] dormia com as meninas no mesmo quarto, de porta trancada. Mas os abusos aconteciam à tarde, quando a irmã estava no reforço escolar, e a avó geralmente dormindo. Por isso, desconfiamos que talvez até a senhora também tenha sido dopada”, relata a delegada.

Violência aumentada na pandemia

A delegada ressalta ainda que a violência sexual cometida dentro de casa, no âmbito familiar aumentou durante a pandemia da Covid-19. “Por conta de a menina estar confinada, os abusos se tornaram muito mais frequentes no último ano”, afirma.

“Essa menina está extremamente abalada, muito triste mesmo com a situação. Assim que soubemos do ocorrido, fizemos o pedido de prisão do suspeito”, complementa Nicole.

Para evitar casos com esse, a delegada da Polícia Civil pede que a população fique atenta aos possíveis casos de violência dentro das casas: “Ao primeiro sinal – físico ou emocional – de que a criança está diferente do que ela é, devemos analisar e procurar as autoridades. Foi isso que essa tia fez e é um exemplo que deve ser seguido por todos”.

Canais de denúncia

A denúncia pode ser feita em qualquer Delegacia de Polícia Civil ou pelo Disque 100, inclusive de forma anônima. Casos de ameaça, lesão corporal, vias de fato e descumprimento de medida protetiva ainda podem ser registrados pela Delegacia Virtual (acesse aqui).

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