Em Formiga, 21 casos de leishmaniose foram registrados este ano, sendo 3 em humanos. Por isso, a Secretaria de Saúde informou que a cidade está em alerta. A médica veterinária Fernanda Pinheiro Lima falou sobre os sintomas em humanos e em cães.
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Até o dia 14 de agosto, foram registrados 2 casos em humanos de leishmaniose visceral e um caso de leishmaniose tegumentar, além de 18 casos confirmados para leishmaniose canina.
Segundo a veterinária, a leishmaniose visceral ocorreu em um jovem de 19 anos e em uma idosa que não teve a idade informada. A leishmaniose tegumentar foi registrada em um idoso de 65 anos.
"Os três casos já estão sendo assistidos pela saúde do município e quem suspeitar da doença pode procurar a Secretaria de Saúde ou o Centro de Defesa da Vida Animal para diagnóstico da doença que é feito gratuitamente", disse a veterinária.
Segundo a veterinária, a leishmaniose é uma doença parasitária que afeta principalmente os cães, mas que pode ser transmitida para os humanos através da picada da fêmea do mosquito-palha. Para isso, basta que o inseto pique o cão doente antes de picar a pessoa, transmitindo assim a doença.
Não existe cura para a leishmaniose canina, contudo, existe tratamento que melhora as condições do animal e evita o avanço da doença no organismo. Para os tutores que por algum motivo não possam realizar o tratamento aos seus animais de estimação é recomendada a eutanásia.
Prevenção
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Formiga registra 21 casos de leishmaniose em cães e em humanos — Foto: Reprodução/TV Integração
Os setores de vigilância ambiental e epidemiológica de Formiga reforçaram que a prevenção continua sendo a melhor opção, tanto para o cão, quando para eliminar a propagação da doença. A única forma de proteger contra a doença é evitar a picada do mosquito adotando alguns cuidados como:
- Utilizar telas mosqueteiros nas janelas e portas de casa;
- Passar repelentes:
- Colocar coleiras com inseticida nos animais domésticos e vacinar estes animais;
- Evitar tomar banho em rios ou lagos perto de mata.
Além disso, a pasta orienta que, como o vetor se reproduz em matéria orgânica é muito importante evitar o acúmulo de lixo e restos orgânicos dentro de casa e nos locais próximos da habitação.
Sintomas da leishmaniose em cães e humanos
Os sintomas de leishmaniose em humanos, segundo a veterinária, estão relacionados a alguns órgãos como o fígado, baço, medula óssea, que podem apresentar inchaço.
"São as famosas ínguas, como são conhecidas popularmente. ocorre também o crescimento da barriga, crescimento do fígado, do baço, ocorre emagrecimento excessivo, anemia. Tudo isso são sintomas em humanos", explicou.
Nos cães os sintomas são muito variados, já que a doença afeta diversos órgãos e sistemas do corpo do animal e ainda pode ser fatal. Quando picado, o cão pode ou não manifestar os sinais clínicos. Isso acontece porque há um período de incubação do protozoário que vai de 3 meses a 6 anos. Os sintomas de leishmaniose mais comuns em cães são:
- Crescimento exagerado das unhas, que ficam espessas e com aspecto de garras. Os coxins (almofadinhas das patas) também ficam mais ásperos e rugosos
- Queda de pelos e descamação da pele
- Nódulos e caroços pelo corpo, que seriam inflamações dos gânglios linfáticos (conhecidas como "ínguas")
- Emagrecimento
- Feridas na pele, nas orelhas e focinho que parecem nunca curar
- Sangue nas fezes
- Febre
- Hemorragias nasais
- Problemas de visão. Anemia, principalmente nos casos em que a medula óssea é afetada, pois há uma redução na produção de células do sangue
- Insuficiência hepática (fígado) e renal
- Perda dos movimentos das patas traseiras, dentre outros.
Também é comum que, enquanto portador do protozoário, que o cão contraia outras doenças. Afinal, o sistema imunológico estará enfraquecido e isso abre portas para outras infecções, segundo a veterinária.
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