O clima de Natal toma conta das vitrines de lojas e principalmente de supermercados, que fazem questão de montar verdadeiras exposições de produtos natalinos, que neste ano estão cerca de 15% mais caros que no ano passado, segundo o Núcleo de Pesquisas Econômicas da UNA em Divinópolis.
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Entretanto, a expectativa de aumento nas vendas também cresceu, por conta da melhora no cenário de pandemia, segundo lojistas. Veja ainda, dicas de como economizar no período.
De acordo com um dos integrantes da equipe de pesquisadores da UNA em Divinópolis, Gabriel Silva, consumidor vai precisar preparar o bolso para investir na ceia de Natal para reunir a família em casa.
Alguns produtos estão sendo reajustados constantemente por conta de fatores que interferem diretamente no preço de itens típicos da época, como: bebidas, chocolates, carnes e frutas cristalizadas e alguns grãos.
"Devido ao alto custo da produção, este ano, a ceia natalina ficará mais cara inevitavelmente. Com a seca; que diminuiu a produção de insumos, o alto custo da energia elétrica para composição e armazenamento, a oferta foi menor com custo maior. Além disso, a produção nas granjas e abatedouros também ficou mais escassa e itens típicos como as aves, têm chegado mais caros nos supermercados, justificado pelo alto custo da ração", pontuou.
Para ele, a baixa oferta e a escassez encareceu e dificultou a produção de outros produtos, como derivados do leite, frutas e até mesmo a produção do chocolate.
"Segundo as nossas pesquisas a previsão é que os itens da ceia de Natal tenham aumento próximo de 15%, e apesar de todo impacto na produção, a expectativa de crescimento nas vendas em relação ao ano passado é de 20%", apontou.
Impacto nos supermercados
No supermercado BH, que fica na saída de Divinópolis, os produtos natalinos já ganharam destaque como os panetones, bebidas, frutas cristalizadas e as carnes mais consumidas no período, com os perus e suínos.
Segundo o gerente do local, Robson Ferreira Pires, tudo está pelo menos 15% mais caro devido ao dólar e até dezembro há previsão de vários outros aumentos, o que significa que é bom os clientes se adiantarem nas compras.
Mesmo assim, a previsão de vendas é bem melhor que em 2020. Por conta da melhora do cenário pandêmico, ele acredita que as comemorações gerem mais compras e mais lucros.
"Estamos prevendo um crescimento de vendas entre 20% a 30%. mas tivemos reajustes, como no caso das aves e suínos, o mercado sofreu um impacto com relação ao ano passado e isso vai gerar em torno de 15% a mais, no preço final, com relação a frutas secas, também tivemos aumentos, mas e se tratando de panetontes, conseguimos fechar na mesma faixa de preços do ano passado", contou.
No Supermercado Somar, no Bairro Nações, os produtos natalinos já foram comprados para reforçar o estoque.
Os itens começaram a chegar na última sexta-feira (12). Os panetones e as aves já estão nas gôndolas.
Os demais serão expostos na próxima semana e o gerente Sérgio Antônio de Oliveira, também falou sobre o alto preço dos produtos. Mesmo assim, ele também prevê vendas mais altas que 2020, em média 20%.
Ainda que a ceia esteja mais cara, a gerente de loja Ana Paula Santos disse não haver como fugir da reunião familiar e o jeito será enfrentar os altos preços e fazer escolhas que caibam no bolso.
"Sem dúvidas, ficar sem ceia não podemos, ainda mais em um momento de retorno dos encontros por conta da pandemia. Vamos elaborar uma lista que seja mais em conta, reunir todos os familiares e dividir os valores. Essa foi a saída que encontramos de festejar", pontuou.
Aprenda economizar
O coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico Sociais (NEPES) da Faculdade Una de Divinópolis, Wagner Almeida, deu dicas de como economizar nas compras dos itens da ceia de Natal. Veja:
"Dado esses aumentos de preços principalmente às vésperas das festividades a principal dica é antecipar as compras. Principalmente os produtos que não são perecíveis e possuem uma data de validade maior, como as bebidas, por exemplo. Outra dica importante é pesquisar entre os estabelecimentos, porque na grande maioria das vezes as diferenças de preços podem ser gritantes. E, em última análise, fazer substituições. Buscar por marcas de vinho mais em conta, trocar a marca do panetone, são possibilidades de manter o orçamento das festas de fim de ano sob controle", orientou.
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