Um homem de 39 anos foi preso no último sábado (20) após matar o amigo, de 34 anos, que não quis emprestar dinheiro para comprar drogas, em Passa Tempo, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O suspeito fugiu com a vítima no carro dela, a deixou em um matagal e seguiu para um prostíbulo na rua dos Guaicurus, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde o assassino ainda usou o cartão de crédito da vítima para pagar pelo serviço. 

Bruno Xavier de Oliveira estava desaparecido desde a última sexta-feira (19), quando saiu para trabalhar no Povoado dos Bois, junto com o suspeito. A família avisou para a polícia sobre o desaparecimento e divulgou cartazes pedindo para quem tivesse informações sobre o paradeiro dele. 

No sábado a polícia de Passa Tempo avisou a de Belo Horizonte que o cartão de crédito da vítima tinha sido usado em uma casa de prostituição da capital. Com as imagens de segurança locais, a PM identificou o suspeito e conseguiu prender o homem na rua dos Caetés. 

Ele confessou o crime e disse aos militares que tinha feito uso de cocaína e do ansiolítico clonazepan, na sexta. O suspeito contou que pediu dinheiro a Oliveira para fazer mais uso da droga. O amigo não quis dar e disse que sabia que os entorpecentes fariam mal a ele. 

O homem contou que agrediu a vítima fisicamente e que depois a esfaqueou. Com o amigo pedindo clemência para não ser morto, o suspeito disse ter se arrependido e decidiu não matá-lo. 

Ele pegou o carro da própria vítima a colocou dentro e saiu. No caminho, ao perceber que Oliveira estava morto, o assassino o jogou em uma mata na estrada. Continuando a fuga. Ele bateu o carro em uma árvore e pediu carona até a rodoviária de Carmopólis, onde pegou um táxi para Belo Horizonte. 

Na capital, ele disse resolveu contratar o serviço da prostituta é que ficou com ela de 23h de sexta até 7h30 da manhã de sábado. O suspeito indicou o lugar onde estava o corpo. A vítima foi recuperada e entregue a uma funerária. 

A mulher de Oliveira contou aos militares que já tinha sido ameaçado pelo suspeito que pediu R$ 5.000 para contar onde o marido dela estava. O suspeito foi preso e o caso repassado para a Polícia Civil para investigações.