O intervalo entre a aplicação da segunda dose da vacina e a dose de reforço da Pfizer foi reduzido de cinco para quatro meses. A medida foi publicada na edição desta sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado.

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De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), existem condições para esta redução, que será permitida quando houver frascos da vacina com prazo de vencimento inferior a 15 dias, sem possibilidade de remanejamento para outros municípios (veja a deliberação na íntegra mais abaixo).

A redução do intervalo para a dose de reforço já vinha sendo estudada em Minas Gerais, desde que o governo do estado passou a acompanhar os desdobramentos da variante ômicron. O cenário foi divulgado pelo secretário Fábio Baccheretti, durante entrevista coletiva na última segunda-feira (13). Pesquisas têm demonstrado que uma terceira dose (reforço) aumenta a proteção contra a variante.

 

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"Estamos discutindo se reduz o tempo de reforço para quatro meses. Se for confirmado que a ômicron tem efeito com reforço muito diferente, talvez essa decisão seja tomada em nível estadual sem esperar a definição pelo Ministério da Saúde", afirmou o secretário de Saúde de Minas, na ocasião.

 

VEJA O QUE MAIS FOI DITO NA COLETIVA:

Atualmente, 91,49% da população acima de 12 anos está vacinada com a primeira dose em Minas Gerais. Com as duas doses, a cobertura é de 82,95%.

Segundo o secretário, a expectativa é que a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) autorize, nos próximos dias, a aplicação de vacinas da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos e que, já em janeiro, o estado receba imunizantes para esta faixa etária.

Veja a deliberação na íntegra:

"Art. 1º – Fica aprovada a redução no intervalo de administração da dose de reforço da vacina contra a COVID-19, da fabricante Pfizer, no Estado de Minas Gerais.

 

§ 1º - Poderá ser administrada 1 (uma) dose de reforço a partir de 4 (quatro) meses após a última dose do esquema vacinal primário.

§ 2º - A redução no intervalo de que trata o caput desse artigo está permitida quando houver doses da vacina Pfizer com prazo de vencimento, por descongelamento, inferior a 15 dias e impossibilidade de remanejamento das doses entre municípios vizinhos.

Art. 2º – A redução no intervalo de administração da dose de reforço da vacina contra a COVID-19, da fabricante Pfizer, prevista no art. 1º desta Deliberação, está condicionada a disponibilidade de doses no município.

Art. 3º - A continuidade da aplicação da dose de reforço está condicionada ao envio de doses por parte do Ministério da Saúde.

Art. 4º – Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação."

 

Variante ômicron

 

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga cinco casos suspeitos da variante ômicron do coronavírus, todos em Belo Horizonte.

O resultado do sequenciamento para saber se são mesmo da variante ômicron sai até segunda-feira (20).

No início deste mês, o estado descartou a ômicron em uma paciente internada na capital com Covid-19 que tinha passado pelo Congo.

Atualmente, Minas Gerais não tem casos confirmados da variante.

 

Carnaval

 

De acordo com o secretário, a ômicron mudou as discussões sobre o carnaval. Embora a expectativa seja de cobertura vacinal melhor no início do próximo ano, abrangendo inclusive crianças, a nova variante preocupa.

"Festas particulares podem acontecer, já estão acontecendo, e no carnaval não seria diferente, mas a gente incentiva que não haja grandes aglomerações e que os municípios fiscalizem", falou.

 

Máscaras continuam

 

A ômicron também deve adiar a previsão de retirada da obrigatoriedade do uso de máscara em Minas Gerais.

Em novembro, o governo chegou a afirmar que a flexibilização em locais abertos poderia ocorrer neste mês. No entanto, segundo Baccheretti, este não é o momento de discutir a retirada das máscaras.

"Eu sempre falei que máscara não dói e é uma medida que se mostra muito eficaz. A Europa está dando um passo atrás. O Brasil vacina melhor do que a Europa, mas não há mal nenhum em esperar um pouco. O governador concorda de a gente esperar ainda um tempo para discutir a máscara, ainda não é o momento", afirmou o secretário.