Uma pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico Sociais (Nepes) da Faculdade Una, em Divinópolis, apontou que o preço da cesta básica saltou de R$ 535,95 em janeiro para R$ 573,08, em fevereiro. Houve elevação de 6,93%, segundo o Nepes. A pesquisa foi divulgada na sexta-feira (18).
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Conforme o levantamento, a alta no valor da cesta de fevereiro foi puxada pela carne bovina, tomate, óleo de soja e feijão. Por outro lado, o levantamento apontou também que diferente do cenário visto em janeiro, a farinha e a banana prata tiveram queda no preço. Para este levantamento não foram considerados para os itens da cesta básica preços em oferta e promoção.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25 de fevereiro com o levantamento de preços praticados por sete estabelecimentos com representatividade no ramo de produtos alimentícios da cidade.
Conforme o Nepes, a Cesta Básica de Alimentos, composta por 13 produtos alimentícios, seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, durante um mês, contendo quantidades balanceadas de todos os nutrientes necessários a manutenção da saúde.
Alimentos inflacionados
De acordo com o coordenador da pesquisa, professor Wagner Almeida, a carne bovina é o produto que representa o maior peso (38,7%) na composição da cesta básica de alimentos. Foram pesquisados os cortes: chã de dentro e chã de fora.
“No mês de fevereiro foi observada uma leve alta de 0,81% em relação a janeiro no preço médio do quilo da carne. Os altos patamares de preço da carne bovina continuam sustentados pela aquecida demanda internacional e pela baixa disponibilidade de animais para abate. Entretanto, o mercado interno permaneceu com vendas enfraquecidas, o que limitou a alta dos preços”, explica Wagner.
Ainda segundo a pesquisa, dos itens que demonstraram aumento no mês estão o tomate longa vida (54,42%) e a batata-inglesa (11,04%). Um dos motivos para este aumento segundo Wagner, se deve às chuvas intensas que reduziram a oferta e elevaram os preços no varejo. Outros itens que registraram alta foram o óleo de soja (7,85%) e o feijão (6,22%).
“Sobre a elevação no preço do óleo, há um aumento da demanda externa por óleo de soja, devido à redução da produção de óleo de girassol na Ucrânia e de óleo de palma na Indonésia, o que explica os preços elevados no mercado externo e também no varejo. No caso do feijão, a baixa oferta do grão carioca e a redução da área plantada explicaram as altas de preço, mesmo com a demanda interna fraca”, destacou o professor.
O levantamento ainda traz a redução no preço da banana prata (5,51%) e da farinha (3,64%).
Salário mínimo
O Nepes estimou, no mês de fevereiro, que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 4.814,45 ou 3,97 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Com base no valor médio da cesta básica em fevereiro/2022, o trabalhador divinopolitano remunerado pelo piso nacional de R$ 1.212,00, precisou trabalhar 104 horas, mais que em janeiro quando foi de 97 horas e 17 minutos.
“Para o trabalhador remunerado pelo piso nacional, R$ 1.212,00, o custo da cesta básica em fevereiro foi equivalente a 47,3% do salário mínimo bruto. Ao comparar com o salário mínimo líquido, isto é, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador comprometeu em fevereiro, 51,1% do salário mínimo líquido vigente para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta”, concluiu.
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