Um homem de 31 anos e uma mulher de 27 são suspeitos de torturar um adolescente de 17 na cidade de Guidoval, na Zona da Mata mineira. Segundo a Polícia Civil, a vítima teve o órgão genital queimado e foi mantida em cárcere privado por cerca de 30 dias pelo casal, preso na última sexta-feira (17). 

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Conforme detalhou a instituição, o adolescente possuía um relacionamento amoroso com a mulher de 27 anos. Eles moravam juntos e dividiam a casa com outras quatro crianças, filhas da suspeita. As torturas teriam iniciado quando o homem de 31 anos, que é pai de uma das crianças, também passou a morar na residência. 

Há cerca de um mês, a mulher teria pedido ao homem que segurasse o adolescente para que ela cortasse o pênis dele. Contudo, por não conseguir ver sangue, a suspeita teria desistido da ideia e decidido queimar o órgão genital da vítima com brasa. 

"Nos deparamos com um caso gravíssimo de tortura, expondo um adolescente a uma extrema vulnerabilidade, provocando intensa dor e colocando em risco a perda do membro e da função de reprodução", afirmou o delegado Douglas Mota, responsável pelo caso. 

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O casal foi preso a partir de expedição de mandado e encaminhado ao sistema prisional.

O adolescente está sob cuidados médicos. O caso segue em investigação na 16ª Delegacia de Polícia Civil, unidade que integra a 2ª Delegacia Regional em Ubá.