Uma mineirinha de apenas 10 anos luta pela vida na espera de um transplante de coração em São Paulo. A pequena Lavínia Cruvinel Lacerda, é da cidade de Medeiros, no Centro-Oeste de Minas Gerais, nasceu com uma cardiopatia - doença do coração grave. Ela tem miocardiopatia hipertrófica que consiste em um desenvolvimento excessivo do músculo do coração. Desde abril do ano passado ela está internada e está na fila para o transplante há quase 30 dias

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"A doação de órgãos ainda é um tabu, ainda mais quando se trata de crianças. Queremos conscientizar as pessoas sobre isso. A Lavínia está na fila com prioridade, pois precisa de remédios que toma na veia para o coração funcionar. A espera do transplante cardíaco é uma corrida contra o tempo", destaca a mãe de Lavínia,  a dentista Michelle Cruvinel Lacerda, de 40 anos.

A mãe conta que a filha precisa da doação de coração de uma pessoa de qualquer sexo que pese até 55 quilos. "Os doadores de órgãos, precisam ter morte encefálica,  para ter como doar os órgãos. A morte encefálica quando detectada, o hospital conversa com a família, e perguntam se a família autoriza ou não a doação dos órgãos. A doação só ocorre se o familiar autorizar. Não adianta ser doador, se não avisar sua família. Queremos conscientizar que a vida precisa continuar em outras pessoas. Para a spessoas pensarem: e se você ou seu filho que precisasse de um órgão? Você gostaria de receber um sim?", questiona a dentista.

Lavínia já passou por várias outras internações e cirurgias por causa da doença. Atualmente uma simples gripe pode levá-la ao hospital e a internação, por isso é tão urgente para que ela faça o transplante. A pequena luta contra a doença desde um ano de idade. Nem todas as pessoas com a cardiopatia precisam da cirurgia, mas no caso da mineira, isso é imprescindível.

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