Geladeiras e fogões que estavam sem uso ganharam uma nova utilidade e foram transformados em bibliotecas que chamam a atenção de moradores e turistas em Morada Nova de Minas. O projeto 'Li Na Morada', foi idealizado pela advogada e professora universitária, Mônica Thaís Mendes Ribeiro.

📲 Siga a página do Tapiraímg TV no Instagram

Em fevereiro o projeto completará três anos e a iniciativa tem ganhado cada vez mais adeptos. Veja abaixo onde encontrar os livros.

O projeto nasceu em fevereiro de 2021, na época Mônica doou os livros próprios e o resultado da boa ação foi o que a incentivou a ampliar o projeto.

 

Continua após a publicidade
"A primeira livraria foi improvisada em uma casinha de correios que pintei, cortei e coloquei vidro com fechadura na portinha, para ser algo na porta da minha casa. O projeto causou grande comoção social e isso me animou a investir e inaugurar mais 3 pontos de livrarias feitas de material reciclado de geladeira e fogão inutilizados", conta.

 

Ainda segundo Mônica, com o sucesso da ação ela precisou da ajuda de voluntários.

 

"Como essas demandas eram onerosas, tive a ideia - inspirada em outros lugares do Brasil - de pedir doações de geladeiras, pedir ajuda ao Acir Moura, pintor na cidade - e tornar as livrarias maiores do que as primeiras, em especial para os povoados que ficam a cerca de 20 a 30 km cada um, não sendo possível uma rotatividade de livros tão grande como na área urbana", lembra.

 

 

Onde encontrar os livros?

 

Atualmente, a cidade conta com onze livrarias frutos do 'Li Na Morada', distribuídos nas áreas rurais e urbana.

 

"Hoje são onze livrarias, sendo cinco urbanas, em quatro casinhas de metal reciclado e uma estrutura física reformada pelo projeto. Além de seis em geladeiras nos povoados: Traçadal, Vau das Flores, Frei Orlando, Campo Alegre, Cacimbas e por último a livraria do Porto Novo", explica.

 

Com a expansão do projeto, mais voluntários se juntaram à ação.

 

"É importante destacar que as livrarias dos povoados contam com a curadoria das madrinhas que moram no local e que me mantém informada quando faltam livros, algum cuidado com a geladeira e demandas que por ventura possam surgir, tudo isso de forma coletiva e voluntária", acrescenta.

 

O projeto além de emprestar as obras, também busca doações e parcerias para aumentar o número de livros disponíveis aos leitores, por isso quem quiser contribuir pode doar nas próprias bibliotecas.

Manter vivo o hábito de leitura é apenas um dos focos do projeto, que também tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para Mônica é gratificante saber que está contribuindo com o futuro de várias gerações.

"Em um mundo cada vez mais carente de averiguação das informações, de fontes e de busca pela verdade, o livro nunca foi tão necessário e essencial na vida das pessoas. A educação é uma ferramenta emancipatória e o acesso aos livros e a ampliação do mundo de quem os lê é um rompimento de fronteiras irreversível. Como ensina a história, 'uma mente que se abre nunca mais voltará ao seu tamanho original'", encerra.

O projeto também foi visitado por estudantes  — Foto: Mônica Ribeiro/Divulgação

O projeto também foi visitado por estudantes — Foto: Mônica Ribeiro/Divulgação