Uma sucuri de 45 kg e 4 metros de comprimento mobilizou o Corpo de Bombeiros após ser vista rastejando próximo à avenida Aldo Borges Leão, no bairro Morada Nova, na segunda-feira (23), em Uberlândia, no Triânagulo Mineiro. O resgate chamou a atenção de moradores pelo porte do animal e pela presença em área urbana.

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(O Corpo de Bombeiros informou que a sucuri pesava 70 kg, porém o peso real dela é 45 kg, conforme o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia. A informação foi corrigida nesta terça-feira (24).

Nas imagens, é possível ver que os militares tentaram colocar o réptil em um recipiente, mas, devido ao tamanho, o animal não coube.

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Segundo os bombeiros, foi necessário o uso de uma gaiola para capturar a serpente. Após o resgate, o animal foi levado ao Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres da Universidade Federal de Uberlândia (Lapas/UFU), onde passará por avaliação.

O veterinário-chefe do Hospital Veterinário da UFU, Márcio Bandarra, informou ao g1 que a sucuri chegou na manhã desta terça-feira (24) ao local para avaliação médica.

 

"Vai passar por um exame de raio-x. E agora a gente está na fase de contenção, ou seja, vamos sedar o animal para que a gente possa fazer um exame físico adequado e conseguir ter mais ideias. Aparentemente, não está ferido", explicou o médico.

 

 

Surgimento da sucuri na área urbana

 

De acordo com o especialista, o aparecimento da sucuri em área urbana pode estar ligado à ação humana, como o desmatamento e a redução de áreas naturais, que fazem com que o animal perca espaço e busque novos ambientes.

"Isso que acontece é ação humana fragmentando a área, fazendo desmatamentos. Esse animal acaba fugindo e perdendo seu espaço, mesmo porque ele é um animal que gosta de ficar na água; ele é semi-aquático, sai para pegar suas presas e, num caso desse, vai perdendo espaço, ocorre o assoreamento de terras e aí ele vai fugindo", complementou.

Bandarra acrescentou que uma hipótese menos provável para o aparecimento da serpente é que ela estivesse doente e, por isso, desorientada. A expectativa é que, após os exames clínicos, o animal seja devolvido ao habitat natural.