Duas cidades do Centro-Oeste de Minas estão entre os 10 municípios mineiros com maior número trabalhadores em situação análoga à de escravidão em 2018.
Segundo o levantamento do Radar do Trabalho Escravo, que é feito pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, Córrego Danta e Pompéu tiveram, juntas, 36 ocorrências do tipo neste ano.
Ainda conforme o SIT, apenas em Minas Gerais foram registrados neste ano 754 casos de trabalhadores em situação análoga à escravidão- o que coloca o estado em primeiro lugar no país dentro do Radar.
No país, os auditores fiscais do Ministério do Trabalho encontraram 1.246 pessoas em situações análogas às de escravo entre janeiro e a primeira quinzena de outubro. O número já é 93% maior do que o registrado em todo o ano passado, quando foram encontradas 645 pessoas nesta situação.
Ainda de acordo com o levantamento, Serra do Salitre, no Alto Paranaíba, é a 3ª cidade do Brasil em número de infrações lavradas no ano.
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Córrego Danta e Pompéu
Em Córrego Danta, foram 25 trabalhadores em situação análoga à de escravidão encontrados pelos auditores fiscais do Ministério do Trabalho este ano. Em Pompéu, foram 11.
Veja mais informações sobre levantamento do Radar do Trabalho Escravo no gráfico abaixo:

Análogo à escravidão
O artigo 149 do Código Penal Brasileiro estabelece como crime a conduta de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, por meio da submissão a trabalho forçado ou jornada exaustiva, pela sujeição a condições degradantes de trabalho ou mediante a restrição da liberdade de locomoção em decorrência de dívida, com pena de dois a oito anos de detenção.
De acordo com o auditor fiscal Marcelo Campos, que coordena operações contra o trabalho escravo em Minas Gerais, casos de trabalho degradante podem ser denunciados em qualquer órgão de segurança pública que atue junto ao Ministério do Trabalho e também por meio do Disque Direitos Humanos, pelo número 100.
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