Um policial militar de 33 anos foi preso em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante operação que combate a exploração sexual contra crianças na internet nesta quinta-feira (28) em todo o país.

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Na quarta fase da Operação Luz na Infância, outras nove pessoas foram presas na Grande BH e no interior de Minas Gerais. Foram expedidos 266 mandados de busca e apreensão, cumpridos em 16 cidades mineiras e também em outros 25 estados e no Distrito Federal. Até o momento, 103 pessoas foram presas pelo Brasil.

De acordo com o delegado Guilherme Santos, da Delegacia de Investigação de Crimes Cibernéticos de Minas Gerais, o PM não apresentou resistência no momento da prisão, apesar de tentar apagar os arquivos. “A operação teve início por volta das 6h e ao chegarmos em sua casa fizemos a apreensão de um notebook e nele encontramos uma pasta que tinha 5 Gb de material pornográfico infantil”, contou.

Para chegar aos alvos, o delegado revelou que é utilizado o Laboratório de Inteligência do Ministério da Justiça. “As informações são passadas para a polícia e iniciamos as investigações e, consequentemente, o cumprimento dos mandados”.

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Perfil dos pedófilos

Sobre o perfil dos pedófilos, a delegada Isabela Franca, da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), informou que eles são de diferentes classes sociais e que alguns são até mesmo casados. “Há jovens de 20 anos até idosos de 70. Alguns são casados, outros divorciados e até solteiros. Com relação a profissão um se identificou como salgadeiro e outro como ferroviário”, disse.

O principal objetivo da Operação Luz na Infância é “coibir a prática do crime de armazenamento e compartilhamento de materiais pornográficos” na web. “Queremos deixar claro que mesmo a internet sendo considerada um ‘universo’ ninguém está impune”, disse o delegado Guilherme Santos.

Entre os materiais recolhidos nas casas dos investigados estão computadores, notebooks e pendrives. A delegada Isabela contou que há 
nos aparatos eletrônicos vídeos onde crianças de até 5 anos aparecem em “atos sexuais explícitos”. “Os presos poderão responder pelos crimes de armazenamento, cuja pena é de um a quatro anos de prisão; e por compartilhamento do conteúdo, pena que varia entre três e seis anos”, contou.

O BHAZ entrou em contato com a Polícia Militar (PM) para saber quais serão os procedimentos pelos quais o cabo preso passará após ser preso. Até o fechamento desta matéria não recebemos o retorno da corporação.