O diretor municipal de trânsito. Marcelo Alves Da Silva, e um funcionário da Prefeitura de Passos foram indiciados pela morte de uma jovem de 26 anos em um acidente em fevereiro deste ano. Segundo a polícia, a rotatória onde a professora de educação física Aline Morais de Faria caiu de moto não estava sinalizada.

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O acidente aconteceu no dia 23 de fevereiro à noite, na Avenida Arouca. A jovem chegou a ser encaminhada em estado grave para a Santa Casa de Passos, onde permaneceu dois dias internada e faleceu.

m vídeo que teria sido feito por um morador pouco tempo depois do acidente mostrando outro carro batendo no local. Segundo a Policia Civil, Aline estava de capacete, habilitada e em velocidade baixa. E a negligência na sinalização da rotatória foi que levou à morte de jovem.

“Ela bateu na quina e caiu dentro da própria rotatória, que era uma minirrotatória, assim dizendo. Bateu a cabeça na guia dessa rotatória. Então não havia faixas de publicidade, era noite, o cimento, o concreto dessa via estava no meio da rua, o que nunca teve na avenida principal. Era praticamente apagado. Então ela passou literalmente reto com sua motocicleta e veio ao solo”, explicou o delegado Marcos Pimenta.

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O diretor de trânsito chegou a dizer, no dia do acidente, que o local estava devidamente sinalizado. A investigação, no entanto, aponta o contrário, mostrando que placas luminosas só foram instaladas depois.

“Nós apuramos o quê? Que a prefeitura iniciou a obra dias antes do acidente e somente com o acidente dela, nos dias posteriores, na segunda e terça-feiras, que eles pintaram, colocaram paisagismo e inseriram as placas de sinalização”, afirmou o delegado.

De acordo com o delegado, a obra foi feita por um pedreiro, funcionário do Departamento de Trânsito, sem um engenheiro responsável nem a analise de um arquiteto.

O diretor de trânsito e o funcionário foram indiciados por homicídio culposo, quando não ha intenção de matar. Eles devem responder o processo em liberdade.

Em nota a Prefeitura de Passos disse que só vai se manifestar após ter acesso ao inquérito policial, mas afirmou que o diretor municipal de trânsito e o funcionário continuam nos cargos.

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