Mais comum entre as mulheres e os idosos, a incontinência urinária atinge hoje mais de 10 milhões de brasileiros. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Urologia, 35% das mulheres apresentam o distúrbio na pós-menopausa. Nas pessoas acima de 65 anos, as chances de ter a doença aumentam cerca de 60%.
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Os casos de incontinência urinária podem ser mais leves ou mais graves. Algumas pessoas perdem urina ao fazer algum tipo de esforço, como por exemplo, tossir ou respirar. Em outros casos, a necessidade de urinar é tão súbita que não dá tempo de chegar ao banheiro. Mas a incontinência urinária tem cura.
“A doença pode aparecer de várias formas, na criança, por exemplo, até ter uma maturação de todo o sistema de controle urinário, ela pode ter perdas de urina, principalmente à noite. Esse controle passa a ser mais rigoroso dos sete aos nove anos de idade. No homem, em idade adulta, a incontinência ocorre por causa de algum tipo de cirurgia, principalmente as relacionadas ao câncer. Nas mulheres, ocorre em decorrência da idade, ou por causa do enfraquecimento da parede pélvica ou de outras doenças na bexiga”, detalha Marcelo Salim, coordenador do serviço de urologia do Hospital da Baleia.
De acordo com o especialista, a incontinência urinária é uma doença bastante comum, mas as pessoas costumam omitir por vergonha. Existem vários tratamentos para a incontinência. As mulheres, por exemplo, podem fazer exercícios pélvicos para fortalecer a parede pélvica que, com a idade, vai ficando mais fraca. Para os homens, existe o tratamento cirúrgico.
As grávidas também podem ter incontinência urinária durante a gestação. “O peso da gestação é associado a aquela distensão e alteração, a musculação pélvica que perde um pouco da força e contração o que vai favorecer a incontinência urinária. O próprio parto também vai influenciar, se a mulher não tiver um bom parto. Após dar a luz ela pode ter problemas com incontinência urinária”, detalha.
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