Serra da Canastra

Serra da Canastra é o parque mais visitado em 2018

Foto: Reprodução

O Parque Nacional da Serra da Canastra foi o mais visitado do Estado em 2018. Conforme dados do Observatório do Turismo de Minas Gerais, no último ano, foram 103.497 visitas, o que indica 17 mil visitantes a mais que o antigo líder, o Parque Ibitipoca, que registrou 86,410 turistas no mesmo período.

Ainda no ano passado, o aumento de visitas foi de 16,18% em comparação à 2017, quando o parque obteve 89,087 visitações. Além disso, em oito anos, o total de visitantes mais que dobrou, visto que, em 2011, pouco mais de 35 mil pessoas foram até o local.

Segundo o turismólogo Conrado Oliveira de Padua Andrade, existem diversos pontos que fomentam o interesse dos turistas, porém, a popularidade do queijo da Canastra é inquestionável para o processo. “São vários fatores que podemos considerar como fontes deste aumento de fluxo. O queijo Canastra, a meu ver, é o principal deles, pelo fato da conquista de prêmios internacionais, além da especialização dos produtores rurais, que estão mais conscientes e preparados para receber as pessoas. Na esteira do queijo está os dois grandes atrativos naturais da Canastra, a nascente do Rio São Francisco e a Cachoeira Cascadanta, que sempre exerceu, e continuará a exercer um grande fascínio no povo, que se desloca de longe para conhecer as cabeceiras do Rio São Francisco”, contou.

Também para Andrade, outro fator interessante é a proximidade com o lago da Hidrelétrica de Furnas que, atualmente é conhecida nacionalmente como Capitólio, e conjuga roteiros turísticos com a região da Canastra.

O turismólogo ainda acrescentou que a atual administração do Parque Nacional da Serra da Canastra é a mais dinâmica e empenhada que já viu em atuação na região, o que, por consequência, colabora para o maior número de visitações. “Estão sensibilizados e preocupados em transformar sustentavelmente a realidade do local, que sempre foi visto como um parque arcaico, engessado e sem gestão. Deixo claro que meu foco aqui é no trato do ecoturismo e nas condições de visitação da unidade, sem entrar no mérito de outras questões maiores e mais delicadas. Por exemplo, foi colocada em prática a portaria que estabelece normas e procedimentos para a prestação de serviços vinculados à visitação e ao turismo, ou seja, as pessoas que querem trabalhar neste ramo, devem se capacitar e estar credenciadas para a prestação de serviço de qualidade”, completou.

De acordo com Andrade, a falta de insumos para aprimorar as trilhas era desvantajosa. “Uma ação bem-sucedida foi o programa de estudos, oficinas de criação e manejo das trilhas existentes que está sendo trabalhado para que as pessoas possam conhecer o parque caminhando, com segurança e apoio”.

Para finalizar, Conrado ressaltou o trabalho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). “O ICMbio está presente, fiscalizando atividades nocivas nas áreas não regularizadas do Parque, principalmente nos chapadões de Furnas, onde sempre houve uma forte degradação em decorrência da exploração do quartzito, são ações louváveis que merecem destaque. Então eu vejo que o biólogo Fernando Tizianel, chefe da unidade de conservação, e sua equipe estão realmente fazendo a diferença e estão trabalhando forte para que o parque se adapte e receba melhor os seus visitantes”, disse.

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