Uma menina de 11 anos que estava desaparecida desde quarta-feira (24/04/2019) foi encontrada enterrada nos fundos da casa onde morava com o pai e avó, em Rolândia (PR). A polícia descobriu o corpo Eduarda Shigematsu enterrado, com os pés e as mãos amarrados, um saco plástico na cabeça e sinais de espancamento.
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De acordo com a polícia, o pai da menina, Ricardo Seidi, que chegou a compartilhar nas redes sociais o desaparecimento da filha, foi preso. O homem assumiu a autoria do crime.
“Ele confessou a ocultação do crime. Disse que no dia dos fatos encontrou a menina enforcada com uma corda. Ao ver a filha morta, se desesperou, amarrou o corpo, colocou dentro de um veículo preto e levou até essa casa que estava abandonada. No local, já existia um buraco por causa de uma fossa, então ele colocou o corpo nesse local, fechou com cimento e foi embora. Ele ficou aproximadamente 20 minutos na casa”, detalhou o delegado Ricardo Jorge.
O corpo Eduarda Shigematsu, que tinha 11 anos, foi encontrado por volta das 14h30 de domingo (28). De acordo com o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), no dia do desaparecimento, a criança foi para a escola de manhã, voltou para casa, deixou a mochila no sofá e não foi mais vista.
Conforme a Polícia Civil, câmeras de segurança registraram a menina chegando em casa por volta das 12h de quarta-feira (24), mas não mostraram ela saindo. Por volta das 13h30, o pai saiu de casa em um carro preto e, às 13h37, ele chegou ao imóvel onde o corpo foi encontrado. Esse carro não foi localizado pela polícia.
Contradições
No dia seguinte, a avó de Eduarda, que tinha a guarda da menina, registrou um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento. Ricardo ainda postou uma mensagem em uma rede social pedindo informações da filha. A mãe de Eduarda mora em São Paulo.
“O boletim foi feito de forma falsa, eles [avó e pai] já sabiam que a menina estava morta. A avó se contradisse em vários momentos durante o depoimento”, pontuou o delegado.
O corpo da menina foi encontrado com os pés e mãos amarrados, tinha uma corda no pescoço e a cabeça estava envolvida com um saco preto e uma toalha. A Polícia Civil espera o resultado de exames do Instituto Médico-Legal (IML) para saber a causa da morte.
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