Homenagem

Professora que luta contra o câncer de mama é homenageada pelos alunos em Divinópolis

Foto: Reprodução/TV Integração

A professora Thalita Moura recebeu o diagnóstico de câncer de mama há cerca um mês. Mesmo assim, preferiu se prender ao que ela define como motivos para seguir atrás dos sonhos. Dentre eles, estão os alunos da Escola Estadual Monsenhor Domingos, em Divinópolis, onde ela dá aula.

Thalita não se afastou do emprego, nem da rotina. A contrapartida dos estudantes veio com uma homenagem. A professora foi recebida com flores, abraços e declamação de poemas. Somado ao carinho diário, a atitude faz com que ela ganhe mais força neste momento difícil.

Thalita descobriu um nódulo no seio em abril, e depois de fazer os exames, o resultado foi de que ela estava com câncer. A professor está fazendo o tratamento, mas optou por não se afastar da sala de aula.

“Ela sempre esteve com a gente. Mesmo estando doente, ela permanece do nosso lado, dando o melhor que ela pode. Então também queremos ajudar, contribuir da nossa forma”, disse o aluno Abner da Fonseca.

 

“Ela é muita especial e muito forte. Tenho certeza que ela vai enfrentar isso com muita força”, afirmou a aluna Laura Lima.

Foi a diretora da escola, Ângela Soares Garcia, quem deu a notícia da doença da professora aos alunos. Ele disse que Thalita é muito dedicada e a notícia, apesar de ter deixado os alunos chateados, fez com que eles despertassem a vontade de mostrar à professora que ela pode contar com eles.

“A Thalita sempre foi muito próxima dos alunos dela. A preocupação deles foi visível. Quando eu estive na sala para contar, porque ela me pediu que conversasse com os alunos, eles ficaram chateados e, ao mesmo tempo, pensando em como podiam ajudá-la”, disse Ângela.

A professora reconhece que, no primeiro momento, a notícia foi como se tivessem tirado chão. Thalita só pensava na filha de 2 anos e no marido.

“Eu tenho um motivo a cada dia para continuar correndo atrás dos meus sonhos. A palavra câncer é pesada, então quando o médico me falou eu pensei: 'quanto tempo eu tenho de vida para ficar com a minha filha?' Eu falei com o doutor que não podia morrer. Ele me disse que eu não iria morrer. Que iria passar por essa turbulência e ver meus netos”, lembrou a professora.

Logo, todo o carinho da turma é reconhecido pela professora que se sente bem melhor.

 

“Eu chego na sala e eles falam: 'Bom dia linda', 'Bom dia princesa'. São palavras que, para a gente que está em tratamento, tem um impacto na vida. Faz um bem tão grande...”, concluiu Thalita.

 

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