Estupro

Mulher é estuprada a caminho da igreja em MG

Foto: Reprodução

Um homem de 40 anos foi preso em flagrante suspeito de estuprar uma mulher, de 30, enquanto ela ia para a igreja, nessa quinta-feira (20), no bairro Ouro Minas, na região Nordeste de Belo Horizonte.

À Polícia Militar (PM) a vítima contou que foi abordada por um motociclista, que a ordenou que fossem entregues celular e dinheiro. Contudo, ela disse que não tinha os pertences desejados e que levava somente uma bíblia, visto que ia para a igreja que frequentava.

O homem desceu da moto, fez buscas na mulher e ao perceber que, de fato, ela não estava com objetos a estuprou. Primeiro ele a beijou e depois tocou nas partes íntimas da vítima. Uma moradora da rua Santa Leopoldina estava dentro de um veículo e viu o ocorrido.

Ao perceber que estava sendo vigiado, o homem fugiu na moto, mas foi localizado pelos militares, pois a placa da sua moto foi anotada pela testemunha. A PM conseguiu encontrar o suspeito em sua casa, e sua companheira disse que ele não havia cometido nenhum crime, pois a tinha buscado no serviço, no bairro São Gabriel.

No entanto, uma fotografia do homem foi mostrada para a vítima e testemunha, que o reconheceram. Imagens da câmera de segurança de outra moradora do bairro também flagraram o crime do autor.

A moto utilizada por ele foi apreendida e a ocorrência encerrada na Delegacia de Mulheres. Há a possibilidade de que este homem tenha cometido roubos na região.

Vale lembrar que o crime de importunação sexual se tornou lei no ano passado e é caracterizado pela realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem sua anuência. O caso mais comum é o assédio sofrido por mulheres em meios de transporte coletivo, como ônibus e metrô. Antes, isso era considerado apenas uma contravenção penal, com pena de multa. Agora, quem praticá-lo poderá pegar de 1 a 5 anos de prisão.

Já o crime de estupro é previsto no art. 213, e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de 6 a 10 anos.

Comentários

ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Tapiraímg TV