Solidariedade

Professor pula corda com aluno cadeirante no colo

Foto: Reprodução

“Inclusão é mais que um direito, é uma obrigação. Foi algo muito espontâneo, não foi nada combinado. A gratidão no olhar dele já valeu por tudo”. O professor João Vitor Fernandes Hoffmann, de 25 anos, pulou corda com o pequeno Heitor, de 7 anos, que é cadeirante, e as imagens viralizaram pelo Brasil. Ao BHAZ, o docente falou sobre a importância do ato para o desenvolvimento da criança.

A cena foi registrada na escola Sítio I, da rede pública de Taubaté (SP), durante a aula de educação física, no último dia 31. “Foi algo muito natural. Sempre faço atividades para incluir todos os alunos. O Heitor me pediu para pular corda com ele e, claro, eu disse ‘sim’ na hora. No exato momento que estava fazendo a atividade, um outro professor que estava do meu lado gravou, sem eu perceber”, explica João Vitor.

De acordo com o professor, o aluno é muito participativo. “Ele gosta demais. Eu procuro dar sempre uma atividade que ele possa participar, evitar as limitações, para incluir todos os alunos. Tenho uma estudante com síndrome de down e um aluno autista. Aqui não tem diferenciação, todos têm as mesma oportunidades”, conta.

“Ele ficou muito feliz, deu risada, agradeceu, falou: ‘obrigado, tio’. Já é algo bem normal, já fizemos várias vezes. Ele é uma criança muito querida por todos. É um aluno que tenho certeza que se sente abraçado por toda a escola. E, devido a atenção maior que ele está tendo, o seu desenvolvimento está bem melhor”, relata.

Para o docente, a viralização do vídeo é uma surpresa. “A primeira tecla que estou batendo, sempre, é que isso tem que ser visto como algo natural. Graças a Deus teve toda essa repercussão, para mostrar que é preciso sempre mais. Fico muito feliz. A mensagem é esta: deve ser algo obrigatório, incluir a todos é preciso”, continua.

Através de seu Facebook, o professor compartilha outros vídeos das atividades com os alunos. A inclusão é sempre o principal tema do docente.

O futuro na escola ainda é incerto. João Vitor está nas salas de aula desde 2016. “Eu trabalho nessa escola desde o ano passado, fui contratado como seletista. Então, no fim do ano acaba meu contrato e posso ser desligado. Vamos aguardar e ver o que acontece”, completa.

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