O Lago de Furnas é um dos destinos mais procurados na região Centro-Oeste em dias de feriado e de verão. Por isso, em Capitólio a Marinha do Brasil faz um trabalho efetivo de fiscalização de embarcações. Com a demanda crescente, a presença de militares da Marinha será contínua, já que será inaugurada na região uma Delegacia Fluvial.

O lago banha 34 cidades e às margens estão instalados dezenas de cais de embarque e desembarque de passageiros. Gente de várias partes do país que procuram a região para conhecer as belezas do mar de Minas.

A região de Furnas tem duas mil embarcações registradas na Marinha. A maioria para transporte de passageiros.

Para as fiscalizações, os militares usam barcos e também motos aquáticas para abordagem dos pilotos. São 30 homens da Marinha, que são principalmente das cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte.

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“A Marinha do Brasil se faz presente no Lago de Furnas com uma equipe da operação verão fiscalizando as embarcações, para que o fim de ano transcorra da melhor forma possível”, disse o tenente da Marinha, Addison Tavares Couto.

 

Cada equipe da marinha pilota, em média, 30 milhas náuticas, quase 60 quilômetros por dia e todos os militares estão atentos às irregularidades.

 

“As irregularidades mais frequentes são embaraçares que não tem dotação correta de equipamentos de salvatagem, pessoal não habilitado para conduzir o tipo de embarcação, equipamentos de salvatagem incorreto”, completou o tenente.

 

Fiscalização constante
A fiscalização que sempre aconteceu nos fins de semana, feriados e nos períodos de férias escolares, a partir de agora será constante.

A Delegacia Fluvial de Furnas era uma reivindicação antiga dos profissionais que trabalham no setor de turismo. Além de evitar o transporte clandestino de passageiros, vai facilitar a legalização de embarcações e dos profissionais .

Quem gostou da notícia foi o Rogério Leite, que há seis meses se mudou da cidade de Santos, em São Paulo para São José da Varginha, para trabalhar com passeios turísticos.

 

“É essencial a presença da marinha aqui, para garantir a segurança da navegação, principalmente dos banhistas e dos turistas. Sem a marinha presente a situação de pessoas clandestinas, embarcações sem seguro e com excesso de lotação vai melhorar muito e esse tipo de coisa não vai ocorrer mais. O turista vai ter a tranquilidade de viajar com segurança”, ressaltou.