Um caso inusitado marcou a madrugada dessa quinta-feira (2) na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Peruíbe, no interior de São Paulo. O médico plantonista acabou agredido pela mãe de uma criança de quatro anos, após discordar do diagnóstico apresentado. Já o pai da garota quebrou uma televisão e outros equipamentos da unidade de saúde. No final das contas, a receita médica inicial foi seguida e a garota apresentou sinais de melhora, conforme declaração da própria pivô principal da confusão.

Conforme as informações, R.J.V.C, de 46 anos, diagnosticou uma dermatite atópica (tipo comum de alergia da pele) na criança, pois ela apresentava manchas pelo corpo. Ele receitou uma pomada e liberou a garota, que estava acompanhada da mãe. No entanto, S.S.S.V, de 29 anos, discordou da conclusão, afirmando se tratar de sarampo. Logo depois, o médico foi até a recepção da UPA, onde acabou agredido com um soco pela mãe.

Na sequência, o pai da criança, R.N.C., de 25 anos, deu dois socos num aparelho de TV de 42 polegadas que estava na parede do hall, quebrando-o, além de destruir um conjunto triplo de cadeiras e uma máquina digital de registro de ponto dos funcionários.

Depois do tumulto, a dupla, natural de São Bernardo do Campo deixou o local e retornou para o local onde estavam hospedados. Porém, acabaram localizados pela polícia por terem preenchido a ficha de atendimento à criança e foram conduzidos à delegacia.

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O delegado Edinilson Mattos autuou o R.N.V em flagrante por dano qualificado ao patrimônio público e fixou a fiança em R$ 693. Sem o dinheiro no momento da prisão, ele ficou detido e foi levado a audiência de custódia pela manhã, ocasião em que a Justiça lhe concedeu liberdade provisória, mas determinou o pagamento da fiança em uma semana, sob pena de ter a prisão preventiva decretada.

O crime de dano qualificado pode resultar em detenção de seis meses a três anos, além de multa. Já S.S.S.V, acusada de lesão corporal dolosa (agressão), cuja pena varia de três meses a um ano, foi liberada após o registro do boletim de ocorrência. Ela, no entanto, garante que não deu um soco, mas sim um tapa no médico. Apesar de nenhuma testemunha confirmar, ela garante que a agressão foi provocada pelo plantonista ter empurrado sua irmã, grávida de cinco meses.

Após todo o barraco, a mãe reconheceu que seguiu a orientação inicial prescrita pelo médico e a menina apresentou melhoras no quadro.