Uma estudante de 12 anos foi resgatada após cinco dias desaparecida, em Itumbiara, na região sul do estado de Goiás. De acordo com o delegado Ricardo Chueire, a adolescente marcou um encontro com um dos suspeitos por uma rede social, após ele se passar por um garoto de 14 anos. Em seguida, segundo a polícia, ela foi estuprada e mantida em cárcere privado.

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A família disse que a menina está transtornada e fazendo acompanhando com psicólogos. "Ela está muito abalada, tentando superar", diz uma tia.

A estudante desapareceu no dia 30 de dezembro e foi encontrada pela própria família no sábado (4). A família conta que entrou em contato com a polícia, mas que, por conta do recesso de réveillon, decidiu começar a procurar pela menina por conta própria.

"Desde o primeiro dia nossa família começou a procurar ela pela cidade. Vasculhamos tudo, em todo lugar que ela teria sido vista", diz uma tia.

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Contato por rede social

A família começou a investigar nas redes sociais e encontrou conversas da adolescente com um homem. O que mais chamou a atenção é que a família encontrou pelo menos cinco perfis falsos, onde o suspeito que dizia ter 14 anos de idade e um verdadeiro.

"Duas primas começaram a pesquisar e encontraram esse suspeito que só tinha amigos com idade na faixa etária dela. Acharam ele suspeito e começaram a filtrar. Conseguiram recuperar o aplicativo de mensagens dela e viram as conversas. Foi aí que a encontramos", conta a tia.

 

Prisão de casal

A menina foi encontrada em uma casa no Setor Planalto, em Itumbiara, onde estava um casal. A família conta que, quando chegou ao local, eles se preparavam para fugir.

 

"Eles já estavam colocando cachorros em cima da caminhonete para fugir. A casa estava limpa", diz a tia.

 

A Polícia Militar foi acionada e prendeu o casal em flagrante. O delegado confirma que eles planejavam fugir com a adolescente, mas desconhece qual seria o destino. O casal deve responder por cárcere privado. Além deste crime, o homem também vai responder por estupro de vulnerável, já que a menina tem 12 anos.

“Ela estava sendo convencida através de uma pressão psicológica, chantagem, a ficar no local. Eles ficavam dizendo que, se ela fosse embora, se envolveria com problemas", disse o delegado.