O boletim epidemiológico de monitoramento de dengue, chikungunya e zika, divulgado na terça-feira (15), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), apontou que, no Centro-Oeste de Minas, foram registrados 457 casos prováveis de dengue. São 144 a mais em comparação com o boletim anterior.

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Segundo a SES-MG, foram considerados casos registrados entre os dias 1º de janeiro a 14 de fevereiro. Até o momento, na região, há 15 casos prováveis de chikungunya e nenhum caso provável de zika, segundo o informe.

 

Dengue

 

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De acordo com a SES-MG, Bom Despacho tem 146 casos prováveis de dengue e é a cidade com maior número de casos na região. Em seguida, aparece Nova Serrana com 90 casos prováveis. Veja todas as cidades:

Casos prováveis de dengue, chikungunya e zika no Centro-Oeste

Cidade Dengue Chikungunya Zika
Abaeté 9 - -
Arcos 5 - -
Bom Despacho 141 - -
Candeias 1 - -
Capitólio 11 2 -
Carmo da Mata 2 - -
Carmo do Cajuru 13 - -
Cláudio 2 - -
Córrego Fundo 1 - -
Divinópolis 26 3 -
Dores do Indaiá 2 - -
Formiga 25 9 -
Iguatama 5 - -
Itaúna 3 - -
Lagoa da Prata 1 - -
Luz 5 - -
Nova Serrana 99 - -
Oliveira 3 - -
Pains 3 - -
Papagaios 9 - -
Para de Minas 46 1 -
Pimenta 3 - -
Pitangui 6 - -
Piumhi 6 - -
Pompéu 1 - -
Quartel Geral 6 1 -
Santo Antônio do Monte 5 - -
São Gonçalo do Pará 18 - -
Total 457 15 0

Fonte: SES-MG

 

Até dia 14 de fevereiro, Minas Gerais tinha registrado 4.791 casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de dengue. Desse total, 1.289 casos foram confirmados para a doença. Um óbito foi confirmado e outras duas mortes são investigadas, até o momento.

 

Zika e Chikungunya

 

Conforme a SES-MG, foram registrados 317 casos prováveis de Chikungunya. Do total, 30 foram confirmados. Até então, não há nenhuma morte confirmada ou em investigação.

Com relação à zika, foram registrados nove casos prováveis no Estado e um foi confirmado. Três dos casos prováveis foram em FormigaNão foram confirmados óbitos pela doença em Minas Gerais até o momento.

 

Prevenção e alerta

 

Com o início do verão e da temporada de chuvas, a SES-MG ressaltou a importância da adoção de ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya.

Ainda segundo a pasta, ao analisar os dados, notou-se que as primeiras Semanas Epidemiológicas de 2022 não apresentam um número de casos muito elevado. Esse fator, contudo, não exclui o risco de uma epidemia neste período sazonal que iniciou em dezembro de 2021 e vai até junho de 2022.

O volume de chuvas que Minas Gerais recebeu neste mês de janeiro podem provocar muitos focos de criadouros. A coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano, falou sobre o assunto.

 

“A legislação determina que os municípios possuem 7 dias para lançamento dos registros de casos. Sendo assim, durante as próximas semanas é que devemos ter um panorama de como a transmissão dessas doenças deve se manifestar nesse momento do ano”, afirmou Danielle.