O boletim epidemiológico de monitoramento da dengue, chikungunya e zika, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), apontou que foram registrados 704 casos prováveis de dengue no Centro-Oeste de Minas; o boletim anterior apontava 450 casos. São 254 a mais em comparação com o boletim anterior.

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Segundo a SES-MG, foram considerados casos registrados entre os dias 1º de janeiro a 8 de março. Até o momento na região, são 24 casos prováveis de chikungunya e nenhum caso provável de zika, segundo o informe.

 

Dengue

 

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De acordo com a SES-MG, Nova Serrana tem 210 casos prováveis de dengue e é a cidade com maior número de casos na região. Em seguida, aparece Bom Despacho com 180 casos prováveis. Veja todas as cidades:

Casos prováveis de dengue, chikungunya e zika no Centro-Oeste

Cidade Dengue Chikungunya Zika
Abaeté 20 1 -
Arcos 10 - -
Bom Despacho 180 3 -
Candeias 1 - -
Capitólio 21 2 -
Carmo da Mata - - -
Carmo do Cajuru 4 - -
Cláudio 2 - -
Córrego Fundo - - -
Divinópolis 37 3 -
Dores do Indaiá 4 - -
Formiga 34 11 -
Igaratinga 1 - -
Iguatama 3 - -
Itaúna 3 3 -
Lagoa da Prata 16 - -
Luz 33 - -
Nova Serrana 210 - -
Oliveira 4 - -
Pains 3 - -
Papagaios 13 - -
Para de Minas 30 1 -
Pimenta 6 - -
Pitangui 7 - -
Piumhi 22 - -
Pompéu 3 - -
Quartel Geral 5 - -
Santo Antônio do Monte 9 - -
São Gonçalo do Pará 23 - -
Total 704 24 0

Fonte: SES-MG

 

Até dia 8 de março, Minas Gerais tinha registrado 8.660 casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de dengue. Desse total, 3.221 casos foram confirmados para a doença. Um óbito foi confirmado e outras seis mortes são investigadas, até o momento.

 

Zika e Chikungunya

 

Conforme a SES-MG, foram registrados 518 casos prováveis de chikungunya. Do total, 54 foram confirmados. Até então, não há nenhuma morte confirmada ou em investigação.

Com relação à zika, foram registrados 13 casos prováveis no Estado e um foi confirmado. Não foram confirmados óbitos pela doença em Minas Gerais até o momento.

 

Prevenção e alerta

 

Com o início do verão e da temporada de chuvas, a SES-MG ressaltou a importância da adoção de ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya.

Ainda segundo a pasta, ao analisar os dados, foi notado que as primeiras semanas epidemiológicas de 2022 não apresentam um número de casos muito elevado. Esse fator, contudo, não exclui o risco de uma epidemia neste período sazonal que iniciou em dezembro de 2021 e vai até junho de 2022.

O volume de chuvas que Minas Gerais recebeu neste mês de janeiro pode provocar muitos focos de criadouros. A coordenadora Estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano, falou sobre o assunto.

 

“A legislação determina que os municípios possuem 7 dias para lançamento dos registros de casos. Sendo assim, durante as próximas semanas é que devemos ter um panorama de como a transmissão dessas doenças deve se manifestar nesse momento do ano”, afirmou Danielle.