O Centro-Oeste de Minas registrou o primeiro caso confirmado de varíola dos macacos. O resultado positivo foi divulgado pela Prefeitura de Bom Despacho na manhã desta quarta-feira (3)

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De acordo com a Prefeitura, desde semana passada a Secretaria de Saúde do município acompanha o paciente de 42 anos. Nesta quarta, os resultados dos exames dele comprovaram a infecção.

O homem está estável e em isolamento domiciliar e as equipes de saúde seguem monitorando o caso.

 

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"Bom Despacho está organizada para atender os casos suspeitos e confirmados da doença. Atentem-se para os sinais de febre, dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, feridas na pele, inclusive nos órgãos genitais", disse a secretária de Saúde, Tamara Bicalho.

 

 

Casos suspeitos na região

 

Pará de Minas foi a primeira cidade do Centro-Oeste de Minas a registrar um caso suspeito da doença, em junho. Entretanto, no dia 30 de junho a Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso havia sido descartado. Apesar dessa informação, a SES-MG só oficializou o descarte no boletim do dia 16 de julho.

Um caso suspeito da doença também havia sido registrado no início de julho em Papagaios, mas foi descartado pela SES-MG. A pessoa reside em outro país, segundo o informativo.

Até o momento, Pará de Minas e Nova Serrana têm um caso em investigação cada.

 

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

 

  • Por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas;
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais;
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto por meio da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

 

Situação no estado

Até as 12h de segunda-feira (1º), 63 casos da doença foram confirmados em Minas Gerais. Outros 107 casos foram descartados, 142 estão em investigação e dois casos foram classificados como provável.

Um caso confirmado para Monkeypox que estava em acompanhamento hospitalar para monitoramento de outras condições clinicas graves evoluiu para óbito na última quinta-feira (28). Trata-se de um paciente de 41 anos, do sexo masculino, residente em Belo Horizonte e natural de Pará de Minas.

Há três casos suspeitos internados para cumprir isolamento. Ainda de acordo com a pasta, demais dados quanto aos casos não serão divulgados para preservar a privacidade e individualidade dos pacientes, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP).