Um idoso, de 63 anos, com sequelas de um AVC, foi encontrado com vida, na tarde dessa terça-feira (12), às margens da BR-262, próximo a Bom Despacho, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, após passar três dias desaparecido. O homem, que havia saído para pescar no último sábado (09) foi localizado a aproximadamente 28 quilômetros de sua residência.

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“Meu tio saiu de casa no sábado por volta de 13h pra pescar num córrego próximo à casa dele. Ao anoitecer, umas 18h, a esposa ficou preocupada e foi atras dele, mas não o viu no local. Ela ficou desesperada, avisou o restante dos parentes e logo chamamos a polícia”, contou Raquel Nayara Benedito, de 31 anos, sobrinha do idoso.

Segundo ela, as sequelas do AVC fazem com que o idoso perca a noção de distância e localidade, o que contribuiu para que ele se perdesse durante o trajeto de volta.

A operação de resgate mobilizou a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, que contou com ajuda até mesmo de cães farejadores. “Nós também fomos para vários lugares em busca de alguma informação. Na rodovia a gente perguntou pra um motorista se ele teria visto o meu tio. Ele disse que não, mas pegou nosso contato já que anda muito pela região. Passou uma hora, esse mesmo motorista mandou uma mensagem falando que viu o meu tio em um ponto da estrada. Nós saímos correndo. E era ele”, comemorou Raquel.

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O encontro foi próximo ao trevo de Moema. O idoso andou cerca de 28 quilômetros. “Durante os três dias desaparecido ele disse que esteve maior parte do tempo em áreas de mata e canaviais. Para sobreviver ao frio e à fome, ele contou com a ajuda de um funcionário de uma fazenda local que deu pra ele um saco de mexericas e um “bag”, saco de ráfia de grande. Meu tio usou o saco para se enrolar e dormir durante as noites”.

Após o encontro emocionante, o idoso recebeu atendimento médico e foi liberado rapidamente. “Ele estava bem. Não apresentava bolhas nos pés, lábios ressecados ou sinais de desidratação. Foi um milagre. a gente só tem a agradecer a Deus, a polícia, Bombeiros e as pessoas que ajudaram a divulgar o desaparecimento”.