O Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçado de Nova Serrana (Sindinova) apresentou o novo perfil de produção do setor na cidade. O processo da pesquisa durou quatro anos e o objetivo é aprimorar o conhecimento sobre as potencialidades e desafios do polo.

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As novidades foram apresentadas durante palestra. A pesquisa, desenvolvida pelo Sindinova juntamente com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), mostra que Nova Serrana está mudando o perfil do calçado produzido. Antes a maioria das fábricas eram voltadas para os tênis esportivos, agora, calçados "da moda" tomam conta da produção.

“De 2010 para cá muita coisa mudou em nosso polo: ampliamos nosso mix de produtos, crescemos e nos tornamos mais competitivos. A edição de 2017 do Perfil Industrial nos indicará, com precisão estatística, quais foram essas mudanças e nos ajudará, ainda, a apresentar nossa cidade e região a possíveis investidores”, garante o presidente do Sindinova, Pedro Gomes da Silva.

O processo de elaboração do perfil industrial, que durou quatro meses, foi conduzido pela Gerência de Projetos para Indústria do Instituto Euvaldo Lodi – IEL/MG e contou com a consultoria da IN3 Inteligência para Negócios no mapeamento e desenvolvimento do estudo. Participaram empresas de quatro cidades: Nova Serrana, Perdigão, Araújos e Divinópolis.

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“Acredito que o principal dado que trazemos no estudo é a confirmação da transformação dos tipos de produtos do APL, tendo calçados de moda/modinha alcançado o maior volume de produção. Comparando com dados dos outros polos calçadistas brasileiros, neste contexto de recessão econômica, isso faz com que o APL de Nova Serrana se consolide e amplie, relativamente, sua posição no mercado brasileiro”, explica Rafael Aquino, sócio-diretor da IN3 Inteligência para Negócios.

A empresária Alessandra Teixeira estava na palestra e contou que a fábrica dela, que tem 12 anos de mercado, se encaixa nos dados da pesquisa. Ela está com 72 funcionários e desde o último ano o crescimento foi de 70%, isso porque investiu no maquinário e na linha de produção. Se antes ela vendia um produto por muitos meses, hoje em dia, as novidades surgem muito mais rápido.