Os produtores de queijo da Serra da Canastra estão otimistas em alavancar as vendas no país da tradicional iguaria artesanal à base de queijo cru. Isso porque na última quinta-feira (14) foi sancionada uma lei que põe fim à exigência da inspeção federal de produtos artesanais de origem animal.

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A expectativa da Associação de Produtores do Queijo Canastra (Aprocan) é que o faturamento anual, atualmente em R$ 70 milhões, triplique com a redução da burocracia para o segmento fazer vendas para outros estados.

Antes da sanção da lei, queijos e embutidos em geral, como salames e linguiças, feitos de forma artesanal precisavam obrigatoriamente do Selo de Inspeção Federal (SIF) para circularem fora de Minas Gerais. A autorização era emitida pelo Ministério da Agricultura e, segundo um levantamento divulgado pelo Senado, poderia levar até dois anos para ser obtida. Agora, basta a fiscalização estadual.

Há mais de quatro décadas José Baltazar da Silva, de 40 anos, produz junto com a família o queijo artesanal com a qualidade "Canastra". Por semana, da fazenda na zona rural de São Roque de Minas, saem, em média, 40 queijos.

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Na sexta-feira (15), quando a lei federal foi publicada, José Baltazar estava em meio à 11ª edição do Concurso Estadual de Queijo Minas Artesanal, no qual levou o prêmio na categoria "Super Ouro", representando a região da Serra do Salitre.

"A gente, que tem o registro só do IMA [Instituto Mineiro de Agropecuária], não podia vender fora do estado. Com essa nova lei já pode. É o que vai incentivar o produtor a se regulamentar", comemorou.