Após denúncia anônima de que na última sexta feira (10), uma criança teria sido abusada sexualmente pelo pai, com autorização da mãe, a Polícia Militar foi até a casa da família no Bairro Residencial Mangueiras, em Uberaba. 

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No local, os militares se aproximaram da suposta vítima, uma criança de apenas 5 anos de idade, e de forma sútil e delicada, iniciaram conversa com a menina. Em dado momento, a mesma relatou que "não gostava mais do papai". Indagada sobre o motivo, ela disse aos militares que seu pai havia "feito bobeira" com ela. Os policiais continuaram então a conversa e solicitaram que a vítima contasse o que teria acontecido. Neste instante, a criança começou a chorar e disse que seu pai, um homem de 50 anos, havia tirado sua roupa, deitado sobre ela e beijado sua boca e suas partes íntimas. Além disso, teria o autor, segundo relatos da menina, consumado o ato sexual. A data do acontecimento, segundo ela, foi no dia 5 de agosto.

Após ouvir a menina, os policiais militares se deslocaram até o local onde trabalha a mãe da criança. A mulher de 37 anos, afirmou que já tinha conhecimento da situação envolvendo seu companheiro e a filha do casal, porém ficou sabendo apenas dois dias depois, quando a menina relatou o fato a ela e ao seu outro filho, um menor de 16 anos.
Questionada do motivo de não ter levado o caso ao conhecimento da Polícia Militar, a mãe da vítima disse que conduziu a menina até uma unidade básica de saúde, e a psicóloga a orientou a encaminhar a criança para o Centro de Referência da Infância e Adolescência - CRIA, e que lá tomariam todas as decisões necessárias.

Indagada também sobre o paradeiro do agressor da menina, a mulher informou que o mesmo poderia estar em uma residência na Vila Arquelau, porém ele não foi localizado. Em várias outras diligências, os militares estiveram em diversos endereços, inclusive no atual local de trabalho do acusado, casa de familiares e também amigos, sempre sem sucesso na localização. 

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Porém, após horas de um trabalho de apuração da PM, descobriu-se um local, no bairro Pacaembu, onde poderia ser o esconderijo do acusado. No endereço, uma mulher disse que de nada adiantaria procurar o autor, pois o mesmo já não estava mais no local, uma vez que ele teria fugido após ser avisado pela própria mãe da criança que a polícia estaria à sua procura.

De posse das informações, os militares retornaram até a casa da mãe da criança e indagaram a mesma sobre o suposto aviso a seu companheiro, e a mulher acabou confessando o ato. Ela afirmou que quando os policiais conversavam com a criança, horas antes, na porta da sua residência, ela foi avisada pelo filho da situação envolvendo policiais e sua irmã. Neste momento, a mulher avisou seu companheiro que a polícia estava em sua casa e orientou o mesmo a fugir.

A mãe da criança foi imediatamente presa pelo crime de infrações contra dignidade sexual à família.

A menina foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da UFTM para receber atendimento médico e passar por exames complementares. O Conselho Tutelar também foi acionado e confeccionou um TGC - Termo de Guarda de Criança. A vítima ficou sob responsabilidade da sua irmã, uma jovem de 18 anos.

Após ser apresentada na delegacia de plantão, em nenhum momento a mulher se mostrou arrependida por ter orientado seu companheiro a fugir. A Polícia Militar segue em rastreamentos para tentar localizar o autor.