Policiais militares prenderam no domingo (14), em flagrante, um homem que tentava furar buracos na parede de banheiros químicos no Parque da Cidade, no centro de Brasília. Segundo a corporação, a intenção era usar as aberturas para espiar as mulheres no interior das cabines.

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A PM chegou ao local após denúncia de testemunhas, e encontrou o homem perto dos banheiros, no intervalo entre um furo e outro. Com ele, foram apreendidas uma serra manual – com um cabo improvisado com fita isolante – e uma faca grande.

O suspeito também carregava um maçarico e um tubo de combustível. Segundo a PM, ele usava o fogo para aquecer as lâminas e facilitar o corte da estrutura.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, o homem foi levado à 5ª Delegacia de Polícia (área central), e autuado por importunação sexual e dano. Somadas, as penas podem chegar a cinco anos e meio de prisão.

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Pena mais rígida
A lei que tipifica crimes de importunação sexual entrou em vigor em 24 de setembro. Só nos primeiros 15 dias de vigência, o DF registrou cinco crimes com essa denominação.

Antes, a importunação ofensiva ao pudor era apenas uma "contravenção", ou seja, um crime de menor potencial ofensivo. Com isso, a única pena prevista era de multa. Agora, o crime prevê penas de 1 a 5 anos de prisão, e e é inafiançável.

O texto também aumentou as penas nos casos de estupro coletivo, quando cometido por duas ou mais pessoas. Divulgação de imagens de estupro, cenas de nudez, sexo ou pornografia, sem o consentimento da vítima, também é passível de detenção.