Uma parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve agilizar os atendimentos com soro antiofídico às vítimas de ataques de animais peçonhentos. Em Divinópolis, o medicamento é encontrado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Apenas outras seis cidades da região têm estoque do soro.

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De 2017 até este ano, a região do Centro-Oeste de Minas registrou mais de três mil casos de ataques de animais peçonhentos. Contudo, nem sempre o soro antiofídico estava disponível para o paciente. Para amenizar a situação, a parceria foi firmada para que o serviço seja feito assim que o paciente procurar uma unidade de saúde.

Segundo Superintendência Regional de Saúde (SRS), em pouco mais de dois anos, 2.625 pessoas foram picadas por escorpião na região Centro-Oeste. Em 143 foi necessário fazer o uso do soro antiescorpiônico.

"Temos uma incidência muito grande de picadas de escorpião, não são acidentes normalmente fatais, mas os extremos de idade, tanto crianças quanto idosos, a gente tem que ter bastante cuidado. São pacientes que precisam de atendimento médico e ficarem em observação na maioria das vezes", explica o diretor técnico do Samu, Marco Aurélio Lobão.

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Outras 472 pessoas foram picadas por cobras, em 337 foi necessária a soroterapia. Nestes casos, o tratamento precisa ser rápido.

 

Soro antiofídico

A medicação é oferecida de graça pela rede pública de saúde, mas nos últimos seis anos houve uma baixa no fornecimento do soro por causa de mudanças na estrutura dos laboratórios, que foram exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Houve uma redução não só em Minas Gerais, como em todo o país devido à adequação dos laboratórios produtores da sua plataforma de produção por exigência da Anvisa, que exigiu que estes laboratórios passassem por adequação física e estrutural das suas unidades, das suas plataformas de produção de soro", conta o coordenador da Vigilância em Saúde, Edilberto Flávio dos Santos.

Marco Aurélio reforça que a porta de entrada para o tratamento é a rede pública de saúde. "A pessoa então quando teve um acidente ofídica ela deve procurar imediatamente o serviço público de saúde. Ao chegar neste serviço público de saúde, o próprio médico do local de atendimento ele aciona a Central de Regulação do Samu. Ao acionar a Central de Regulação, nós verificaremos qual a porta de urgência mais próxima que nós temos o soro. Dessa forma, ou o soro vai chegar ao paciente ou nós pegaremos o paciente e levaremos até onde tem o soro".

"Semanalmente nós informamos para o Samu o quanto tem de soro e onde tem. Ou seja, o paciente chega à unidade acidentado, entra em contato com o Samu e em um tempo curto, o soro está disponível para tratar o paciente", afirma Edilberto.