Os benefícios do clímax são muitos: melhoras na pele e no humor, combate ao estresse, às dores e à insônia, além do aumento da autoestima. O tema é colocado em evidência nesta quarta-feira, 31 de julho, o Dia Mundial do Orgasmo, o ´ponto alto´ do prazer sexual, seja durante o sexo ou a masturbação. Ouça a matéria

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A psicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia destaca que orgasmo ajuda reduzir a ansiedade e aumenta a autoconfiança, “porque ocorre uma profusão (grande liberação) hormonal e de neurotransmissores que dão uma condição de tranquilidade”. 

A especialista estende o debate para as diferentes maneiras que o orgasmo é tratado entre os gêneros. “Eu tenho ficado abismada com a quantidade de mulheres que se queixam disso até hoje”. Na avaliação dela, o comportamento de independência feminina não aborda, como deveria, a sexualidade. “O orgasmo fica para segundo plano e não é porque elas gostariam que ficasse.”

Para Sônia, homens pensam mais em sexo. “Pensam o dia inteiro e tem esse assunto com outros homens. É comum isso, inclusive essa distribuição de vídeos pornôs”, indústria cinematográfica que a sexóloga acredita que deveria ser mais explorada pelo gênero feminino. “As mulheres deveriam deixar povoar mais a mente com mais sexualidade”.

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No entanto, a máxima ‘tudo em excesso faz mal’ é pertinente para tratar sobre a pornografia. Sônia Eustáquia alerta para a troca de um grande orgasmo, em uma relação sexual, por várias masturbações ao longo do dia pelo vício em pornô. “Eu acho que todo homem deveria se masturbar, todas as mulheres deveriam masturbar, mas não com essa quantidade de vezes e para substituir uma relação boa e normal entre duas pessoas”.

Itatiaia foi às ruas de Belo Horizonte para saber se ter orgasmo ainda é um tabu, ou uma receita de uma qualidade de vida. Para Júlio, de 54 anos, é “tabu porque se mantém certa restrição”, e é qualidade porque “é o motivo pelo qual todo mundo vive”.

A nutricionista Alessandra Souza, de 46 anos, destaca benefícios para o “psicológico, emocional e o corpo”. 

A estudante de direito Izabela Luiza encara com naturalidade o assunto, mas reconhece que ainda é um tabu. “Para mim é muito tranquilo. Brinco muito com meus amigos, namorado, mas eu percebo que é um tabu principalmente para pessoas mais velhas. Em um ambiente familiar rola aquele desconforto. Eu espero que, daqui uns anos, quando eu tiver filhos, seja muito tranquilo de falar”, avalia.