Somente de janeiro a agosto deste ano, 888 motoristas foram flagrados usando o celular enquanto dirigiam no trânsito de Divinópolis. Os dados da Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans) já mostram um crescimento em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 875 infrações desta natureza.
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A infração é considerada gravíssima, o condutor perde sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O valor da multa é de R$ 293,47.
"Na nossa rotina de fiscalização a gente se depara diversas vezes com condutores, tanto de carros quanto de motocicletas, utilizando celular não só para conversar. Com o avanço tecnológico e as mídias sociais, é cada vez mais rotineiro perceber que os condutores usam o celular no trânsito", explica o agente de trânsito, Nevischer Thadeu Santos.
De acordo com a Polícia Civil, usar o telefone ao volante representa mais de 63% das autuações em Divinópolis. Muitos condutores se aproveitam que estão parados no semáforo para acessar as redes sociais. Contudo, muitos motoristas usam o aparelho com o carro em movimento. Uma pesquisa do Centro de Experimentação e Segurança Viária revela que quem faz isso perde o total controle do carro por segundos importantes.
Abrir as redes sociais no celular, dirigindo a 50 km/h, significa o mesmo que deixar o carro andar sem o motorista, por uma distância correspondente a 12 automóveis enfileirados. "A atenção do condutor ela tem que estar voltada para o trânsito, mesmo parado em um semáforo. A gente depara com condutores que acham por estarem parados podem navegar na internet, acessar as mídias sociais. Mas a atenção tem que estar voltada para o trânsito", completa o agente.
Para entender melhor os riscos do uso do celular no trânsito, a equipe de reportagem do MG2 acompanhou um teste em um simulador de direção. No ambiente virtual, enquanto o motorista realiza o trajeto pelas ruas e faz o uso do telefone, a atenção fica comprometida.
"Como a gente está com o celular na mão, a gente tende a desviar a atenção totalmente para o celular. Então a gente não percebe o que acontece na pista", explica o especialista em trânsito Salvio Júnio do Nascimento.
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