Um caso fora do comum precisou ser resolvido pela Polícia Civil do Maranhão na tarde dessa quinta-feira (9). Cinco crianças procuraram o delegado da cidade de Presidente Dutra para reclamar que tiveram a bola recolhida por uma vizinha enquanto jogavam futebol na rua.

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A confusão teria começado após as crianças acertarem uma bolada no portão da mulher, que acabou recolhendo a bola. Sem poder continuar a brincadeira, os garotos, com idades entre 7 e 8 anos, foram até a delegacia cobrar da polícia uma resolução para o caso.

O delegado César Filho, contou que ficou surpreso com a chegada dos meninos. “Ontem, por volta das 16h, esses garotos chegaram aqui na delegacia pedindo para falar comigo. Como eram cinco crianças, eu achei estranho e pedi para que entrassem. Eles vieram reclamar da vizinha que havia pegado a bola deles após uma bolada no portão. É uma situação simples, mas inusitada pela forma como eles encontraram para resolver”, conta o policial.

Ainda de acordo com César, ao relatar como era a bola – “velha e murcha” -, a humildade dos garotos fez com que outros policiais da unidade se mobilizassem para ajudar os meninos.

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Os policiais compraram uma nova bola pra os garotos. “Ficamos muito felizes pelas crianças confiarem na gente. É um exemplo de que a polícia não é bicho, estamos aqui para ajudar a todos, independente da situação”, diz.

Além de dar uma nova bola aos meninos, o delegado enviou um investigador até a casa da mulher para intimá-la. O policia explicou que ela não deveria mais pegar a bola dos meninos, pois poderia responder criminalmente.

“A mulher não é uma pessoa ruim, nem fez isso por mal. Ela apenas se sentiu incomodada com as boladas no portão. Mas, caso ela pegue novamente a bola dos garotos, ela pode responder por apropriação indébita ou furto”, explica César. O delegado diz ainda que orientou os meninos a tomarem cuidado.  

A página da Polícia Civil local publicou uma foto do delegado ao lado dos garotos. A publicação viralizou e já conta com mais de seis mil reações e centenas de comentários. “Quando as crianças entenderem, sentirem que a polícia deve ser amiga e não inimiga, teremos mais chances de mudar as coisas também”, escreveu uma usuária.