A mãe Adriana Carraro Neves foi denunciada pelos vizinhos após comprar um galo e uma galinha como animais de estimação para o filho autista, de 12 anos, em Cascavel, no oeste do Paraná.
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Com a denúncia, ela foi notificada pela prefeitura, na quarta-feira (29/07), e deve retirar os animais de casa em até 30 dias, como prevê lei municipal.
De acordo com a mãe, o filho, Marcio da Silva Junior, não sai de dentro de casa e a intenção era de que, com os animais, ele saísse para tomar sol. Ela disse ao G1 que a ideia estava funcionando, pois ele começou a ir ao quintal para cuidar da galinha e do galo.
"Por causa da pandemia, sem aula, a vida dele estava bem complicada, ele estava bem agitado, e a gente comprou esses galinhos", explicou.
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Família comprou galo e galinha de estimação para o filho autista, pois animais o ajudam a acalmar, segundo a mãe.
Conforme a prefeitura, a intimação ocorreu após denúncias e tem como base uma lei municipal, que proíbe a criação ou conservação de animais que podem causar insalubridade ou incômodo na área urbana, além de lei e decreto estadual.
Entretanto, o município destacou que, sensível a particularidade da situação, o caso foi estudado para ver se seria possível, legalmente, reverter o caso e a prefeitura autorizou a permanência dos animais no local.
Repercussão nas redes sociais
Após receber a notificação, a mãe postou um vídeo nas redes sociais, que gerou a comoção dos internautas e, até o momento, conta com mais de 1,3 mil compartilhamentos.
Na filmagem ela mostra a autuação e diz que os animais não incomodam os vizinhos, pois o terreno é grande e poucas pessoas moram nas proximidades.
"Como pode um homem ou uma mulher ter a coragem de denunciar uma coisa que não incomoda a vida deles. Como tem coragem de denunciar. Denunciar o quê?", diz a mãe na gravação.
Adriana explicou que comprou os animais havia duas semanas e que já era possível perceber a mudança no comportamento do filho.
Ela disse que, caso não conseguisse a liberação para a criação das aves, buscaria apoio médico para mostrar como o animal pode ajudar no tratamento da criança.
A família optou pela galinha e o galo por sujarem menos o quintal, serem mais calmos e silenciosos que um cachorro, segundo a mãe.
A autuação tinha como base uma lei municipal, que proíbe a criação ou conservação de animais que podem causar insalubridade ou incômodo na área urbana. A proibição permanece, mas o caso foi tratado como exceção.
Segundo o prefeito, não há problema da criança cuidar dos animais, pois o quintal é adequado.
Exceção
Conforme a prefeitura, o caso do Márcio foi autorizado pelo município diante da sensibilização do prefeito, que viu a importância dos animais para o menino autista. Por isso, não foi embasada em parecer jurídico.
A assessoria do município explicou que a ave melhorou a vida da criança, por isso, a situação foi tratada como uma forma de terapia para o menino.
A prefeitura destaca que o caso não abrirá precedentes para a criação de animais no perímetro urbano. Esse tipo de criação continua proibido, pois o caso do Márcio foi uma questão de bom senso do prefeito e da Secretaria Municipal de Saúde.
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