A Polícia Civil na cidade de São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, investiga o caso de uma adolescente de 16 anos que denuncia ter sido estuprada pelo tio e por um cunhado. A garota procurou as autoridades junto com os responsáveis e contou ter sido violentada por duas vezes, na casa onde mora. Ela recebeu atendimento médico e, agora, passa por acompanhamento psicológico junto de uma equipe multidisciplinar.
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De acordo com a PM (Polícia Militar), a adolescente e o pai dela foram juntos registrar os crimes. A menina não soube precisar as datas em que foi estuprada, mas contou com riqueza de detalhes o que ocorreu. Ela disse que o cunhado a forçou a praticar sexo com ele, mediante violência. A vítima relata ter tentando se desvencilhar, mas que não conseguiu impedir o crime.
Ainda segundo o registro policial, a menina também conta que o tio fez o mesmo com ela poucos dias depois do cunhado. O pai da garota contou aos militares que os dois suspeitos tinham acesso irrestrito à casa deles e que nunca imaginou que eles seriam capazes de estuprar a adolescente.
A denúncia contra os agressores chegou às autoridades depois que a vítima começou a apresentar mudanças de comportamento. Ela não queria mais ir à escola e estava frequentemente triste. Foi então que o pai quis saber se algo havia ocorrido e ela contou ter sido vítima de estupro.
A menina foi assistida por um representante do Conselho Tutelar e também conversou com psicólogos. Depois da denúncia, ela ainda passou por atendimento médico e agora precisa fazer acompanhamento.
O crime de estupro é previsto no art. 213 e consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. Mesmo que não exista a conjunção carnal, o criminoso pode ser condenado a uma pena de reclusão de 6 a 10 anos.
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